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Posts com tag “Teoria urbana

Sociedades movedizas – Pasos hacia una antropología de las calles

Lo que encontramos en las calles es una vida que sólo puede observarse en el instante en que emerge, ya que está destinada a disolverse de inmediato. En los exteriores urbanos no hay objetos sino relaciones diagramáticas entre ellos. Es una acción interminable cuyos protagonistas son esos transeúntes que reinterpretan la forma urbana a partir de los estilos con que se apropian de ella. La calle es así una forma radical de espacio social, que no es un lugar, sino un tener lugar de los cuerpos y las miradas que lo ocupan. Comarca rediseñada una y otra vez por las migraciones que la recorren, que tejen una amalgama inmensa de colonizaciones transitorias, muchas de ellas imprevisibles o insolentes: lo urbano, entendido como todo lo que en la ciudad no puede detenerse ni cuajar; lo viscoso, filtrándose entre los intersticios de lo sólido y desmintiéndolo.

Autor: Manuel Delgado

Publicação Original:2007

Editora: Anagrama

Idioma: Espanhol

Link para Download: http://www.4shared.com/document/FVDtx7YU/Delgado-Manuel-Sociedades-Move.html


Técnica, Espaço, Tempo

Este, como todos os livros, tem uma história. E a história como se sabe não é apenas feita a partir de uma deliberação única. A história tem um sentido, mas este sentido não é forçosamente apenas o resultado de uma decisão preliminar, seguida sem tropeços. Um livro tanto pode ser concebido de forma unitária, como pode ser resultado da união de esforços, cuja origem é múltipla. A unidade porém vem da ideia que está por trás desses esforços. É o caso deste volume.

Nosso interesse pela questão da globalização é antigo, o que pode ser evidenciado em trabalhos concluídos nos anos 70 e 80, como O Espaço Dividido (1975) e Pensando o Espaço do Homem (1982), onde estanoção já era objeto de análise, aí incluída a ideia de uma globalização do espaço. O mesmo se pode dizer do antigo intitulado “A Renovação de uma Disciplina Ameaçada”, que em 1984, publicamos na Revista Internacional

de Ciências Sociais da Unesco, v. 36, n.° 4. Outros ensaios, tanto teóricos quanto empíricos, se ocuparam desta questão, do mesmo modo que alguns cursos que ministramos na Pós-Graduação em Geografia na UniversidadeFederal do Rio de Janeiro e na Universidade de São Paulo. Entre nossos estudantes de Pós-Graduação, aesmagadora maioria dos temas de tese e dissertação também teve esta orientação.

Como se vê, a partir de uma mesma ideia, foi possível ir alimentando um debate sobre a questão. Ao longodesses anos e a partir de oportunidades diversas é que os ensaios reunidos nesse volume foram sendo produzidos.Conforme escreveu Bachelard, em Lê Nouvel Esprit Scientifique, mesmo o pensamento mais humilde aparece comouma preparação à teoria quando, através do registro da experiência, busca, no mundo científico, uma verificação.

Esses ensaios têm duas ênfases centrais; a primeira é a de considerar o presente período histórico como algo que pode ser definido como um sistema temporal coerente, cuja explicação exige que sejam levadas em conta as características atuais dos sistemas técnicos e as suas relações com a realização histórica. É evidente que a técnica está longe de ser uma explicação da história, mas ela constitui uma condição fundamental. Daí a nossa insistência, relativamente a este fator.

Enquanto geógrafo, acreditamos que a laboração, da realidade espacial tenha dependência estreita com as técnicas. Daí uma outra ênfase neste conjunto de ensaios, dada pelo fato de que, no presente período histórico, o espaço geográfico pode ser considerado como aquilo que estou denominando de Meio Técnico-Científico. Podemos dizer que o Meio Técnico-Científico é a resposta geográfica ao processo de globalização, É certo que um projeto mais ambicioso continua em nosso espírito, isto é, a produção de um livro de-liberadamente concebidopara enfrentar, de forma sistemática, o conjunto de problemas que aqui estão sendo tratados de modo aparentementefragmentário. Temos a esperança de que este projeto já em curso virá à luz dentro de mais algum tempo. Aliás, uma das razões do atraso na sua realização vem exatamente da dificuldade de transformar um projeto de pesquisa em um projeto de redação. Às vezes, quanto mais se pesquisa e se acumulam dados, inferências e ideias, mais se torna difícil encontrar a forma de expressão que, num dado momento, apareça como sendo capaz de incluir, de maneira hierárquica, todos os aspectos da problemática abordada. Confiamos em que esta dificuldade formal seja daqui apouco eliminada.

Esta é a razão por que, o assunto sendo de irrecusável atualidade, consideramos necessário dar a público o resultado atual de nossa investigação. É evidente que os resultados aqui apresentados muito devem a estímulos vindos de diversas fontes: convites para reuniões nacionais e internacionais, discussões com orientandos e com colegas etc. Devo todavia agradecer de maneira particular à geógrafa Adriana Maria Ber-nardes da Silva pela paciência que teve em nos ajudar na escolha dos ensaios, na eliminação das inevitáveis repetições ou superposições, isto é, na harmonização dos textos para que pudessem formar este volume.

Milton Santos, São Paulo, maio de 1994

Autor: Milton Santos

Publicação Original: 1994

Editora: Hucitec

Idioma: Português

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Metamorfoses do Espaço Habitado


Milton Santos concebeu este livro, em colaboração de Denise Elias, com o objetivo de debater algumas realidades do presente e os conceitos delas resultantes. Para isso, procura situar a geografia no contexto do mundo atual nos dois capítulos iniciais do livro, buscando nos demais rediscutir categorias tradicionais e sugerir algumas linhas de reflexão metodológica, tomando como ponto de partida as metamorfoses do espaço habitado. Para o autor, não é suficiente falar do espaço, mas é preciso definir categorias de análise e defini-lo à luz da história concreta, diferenciando-o, assim, da paisagem e da configuração territorial, ainda que estas compareçam como categorias fundamentais para seu entendimento. Nessa discussão, tem papel fundamental o reconhecimento da imbricação crescente entre o natural e o artificial, tema que permite retomar a discussão sobre a dicotomia entre geografia física e geografia humana.

Autor: Milton Santos

Edição Original: 1988

Editora: Edusp

Idioma: Português

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A Natureza do Espaço

Para Milton Santos, o espaço é um conjunto indissociável de sistemas de objetos e de sistemas de ações e é com base nessa idéia e nas noções de técnica e de tempo, de razão e de emoção, que nos propõe a construção de um sistema de pensamento que busca entender o espaço geográfico. Levando em conta a nova realidade trazida pelo processo de globalização que se instalava à época, o geógrafo Milton Santos buscou auxílio na história, na filosofia, na sociologia e em outras disciplinas humanas e sociais, para propor esta teoria geral do espaço humano. Passados vários anos desde sua primeira edição, A Natureza do Espaço ainda traz grande interesse para geógrafos e profissionais ligados às questões urbanas, dada a riqueza da análise deste geógrafo de renome internacional.

Autor: Milton Santos

Editora: Edusp

Idioma: Português

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Homo Ludens

Homo Ludenso jogo como elemento da cultura é um livro escrito por Johan Huizinga.

Tomando o jogo como um fenômeno cultural, o livro se estrutura sob uma extensa perspectiva histórica, recorrendo inclusive a estudos etimológico e etnográficos de sociedades distantes temporal e culturalmente.

Reconhece o jogo como algo inato ao homem e mesmo aos animais, considerando-o uma categoria absolutamente primária da vida, logo anterior a cultura, tendo esta evoluído no jogo.

“A existência do jogo é inegável. É possível negar, se se quiser, quase todas as abstrações: a justiça, a beleza, o bom, Deus. É possível negar-se a seridade, mas não o jogo.”

Huizinga define a noção de jogo de forma ampla como:

“O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da ‘vida cotidiana’.”

O jogo não é colocado como um passo primeiro a determinada função cultural como uma simples transformação do jogo para a cultura, mas reconhece-se a cultura como possuidora de um caráter lúdico e que, sobretudo em suas fases mais primitivas, se processou segundo as formas e no ambiente do jogo.

Analisa o jogo como uma função significante, valorizando sobretudo o caráter de competição (os elementos agonísticos e antitéticos do jogo). A linguagem, o mito e o sagrado, são marcados desde o início pelo jogo, que foi deixado de segundo plano com o passar do tempo, mas que ainda está presente na essências das principais atividades da sociedade.

Huizinga não se alonga quanto à presença do jogo em seu próprio tempo, mas com certo pessimismo, demonstra a perda do espírito lúdico logo com o surgimento do realismo e com a revolução industrial. Os esportes por exemplo que se valorizaram na época, são, enquanto presentes numa esfera profissional, criticados pela ausência da espontaneidade.

Autor: Johan Huizinga

Editora: Perspectiva

Idioma: Português

Link para Download: http://www.4shared.com/document/VysQ5Cxm/Johan_Huizinga_-_Homo_Ludens.htm


História da Cidade

A cidade é uma criação histórica particular; nem sempre existiu, mas começou em certo momento da evolução social e pode acabar, ou ser radicalmente transformada, em outro momento. Não existe por uma necessidade natural, mas por uma necessidade histórica, que tem um início e pode ter um término. Torna-se, portanto, importante explicar a origem da cidade no mundo antigo, e também na medida do possível o seu destino na hora atual.

Autor: Leonardo Benevolo

Publicação original: 1975

Editora: Perspectiva

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/NqeMz6gG/1_Histria_da_Cidade_-_Benevolo.html?


Manifesto do Mofo contra o Racionalismo em Arquitetura

Peter Schmoni, Sem título, c.1971-72

O indivíduo que deseja construir não deveria estar submisso a nenhuma inibição. Todos deveriam ser capazes e obrigados a edificar para que sejam verdadeiramente responsáveis pelas quatro paredes e o interior nos quais vivem. Devemos aceitar o risco de que uma louca estrutura dessa natureza possa mais tarde desabar, e nós não devemos em nenhum caso recuar diante do perigo de morte que essa nova maneira de construir poderia acarretar. Deve-se pôr um ponto final na situação atual onde as pessoas se instalam em seus alojamentos como coelhos em seu viveiro. Se uma dessas estruturas selvagens construídas por esses habitantes fosse desabar, antes disso ela começaria primeiro a rachar, o que permitiria que eles se salvassem a tempo.Daí em diante, o habitante será mais crítico e mais criativo diante dos alojamentos que ele ocupa e reforçaria as paredes com suas próprias mãos, se estas lhe parecessem muito frágeis. A impossibilidade da habitação material das favelas é preferível à impossibilidade da habitação moral da arquitetura funcional e utilitária. No que nos acostumamos a chamar de favelas, só o corpo do homem arrisca-se a perecer, enquanto que na arquitetura institucionalmente planejada pelo homem também perde-se a alma.

Friedensreich Hundertwasser

Autor: Friedensreich Hundertwasser

Publicação original: 1958

Editora: Taschen

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/VaEWOGye/Hundertwasser_-_Manifesto_do_M.html


TAZ – Zona Autônoma Temporária

Apesar de seu anti-marketing, TAZ tornou-se um best seller. A partir de seu lançamento, no final dos anos 80, foi reproduzido infinitamente na Internet (com a bênção do autor, que é contra direitos autorais) e ganhou edições em dezenas de países. Os conceitos lançados por Bey tornam-se cada vez mais difundidos no universo do ativismo radical de esquerda. Principalmente o conceito de Zona Autônoma Temporária, mais conhecida pela sigla TAZ (de Temporary Autonomous Zone). A idéia de combater o Poder criando espaços (virtuais ou não) de liberdade que surjam e desapareçam o tempo todo. Usando de sua inusitada erudição, Hakim Bey cruza as referências mais inesperadas: da filosofia sufi aos situacionistas franceses, de Nietzsche aos dadaístas. E vai buscar precedentes para a TAZ entre os piratas dos séculos XVI e XVII, nos quilombos negros da América e nas efêmeras repúblicas libertárias do início do século XX.

Autor: Hakim Bay

Publicação original: 1991

Editora: Sem editora

Idioma: Português

Link para download:

http://www.4shared.com/get/pJHIK1jz/Hakim_Bey_-_TAZ__Zona_Autonoma.html


Apocalipse Motorizado

A cada três minutos acontece um acidente envolvendo carros na cidade de São Paulo.

Vinte mil pessoas são mortas, por ano, vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, mas números não oficiais apontam quase o dobro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mais de um milhão de pessoas estão envolvidas direta ou indiretamente nestes acidentes!

As ruas, avenidas e viadutos avançam devastando bairros e expropriando o espaço público da comunidade pelo espaço privado do automóvel.

O petróleo polui e altera as condições climáticas das cidades cada vez mais congestionadas…Guerras são declaradas e milhões são massacrados pelo controle das fontes de combustíveis como podemos ver claramente hoje no Iraque.

Contudo, até então nenhuma reflexão contundente sobre o papel desumano dos automóveis havia obtido seu devido espaço no Brasil, nenhuma crítica radical contra essas máquinas moedoras de carne humana.

Por isso, o livro Apocalipse Motorizado – A Tirania do Automóvel em um Planeta Poluído apresenta uma coletânea inédita de textos sobre a questão do automóvel como uma imposição social, discutindo seus ´efeitos colaterais´ nefastos como poluição, dependência do petróleo, expropriação do espaço público comum e a exclusão social. Mais que uma abordagem teórica, o livro propõe ações práticas e soluções à libertação da humanidade dessa tirania.

A coletânea é ilustrada pelo cartunista americano Andy Singer, cujo livro CARtoons tornou-se referência nos movimentos anticapitalistas ao redor do mundo.

Apocalipse Motorizado não representa apenas uma análise da insustentável organização de nosso atual sistema de transportes, mas também insere sugestões de como, de maneira inteligente e criativa, se opôr à ditadura do automóvel e suas consequências desumanas.

O pensamento ecológico radical de Ivan Illich e André Gorz, o papel do carro em nossa sociedade, a história do movimento anticarro, seu objetivo, como organizar uma ´Massa Crítica´ em sua cidade, sugestões de manifestações bem-humoradas: tudo condensado neste livro bombástico, um guia para quem não aceita ficar parado, vendo o tráfego atropelar suas vítimas.

Mais um acidente de trânsito acabou de acontecer em São Paulo.

Autor: Ned Ludd (org.)

Publicação Original: 2005

Editora: Conrad

Idioma: Português

Link para download:

http://www.4shared.com/document/Soek_0ek/Ned_Ludd_-_Apocalipse_Motoriza.html