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Posts com tag “Teoria da história

História da Cidade

A cidade é uma criação histórica particular; nem sempre existiu, mas começou em certo momento da evolução social e pode acabar, ou ser radicalmente transformada, em outro momento. Não existe por uma necessidade natural, mas por uma necessidade histórica, que tem um início e pode ter um término. Torna-se, portanto, importante explicar a origem da cidade no mundo antigo, e também na medida do possível o seu destino na hora atual.

Autor: Leonardo Benevolo

Publicação original: 1975

Editora: Perspectiva

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/NqeMz6gG/1_Histria_da_Cidade_-_Benevolo.html?

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A Modernidade e os Modernos

As descrições sobre a grande cidade não pertencem nem a um nem a outro daqueles tipos. Pertencem àqueles que atraves-saram a cidade como que ausentes, perdidos em seus pensamen-los ou preocupações. A estes faz jus a imagem do fantasque escrime; Baudelaire teve em mira a condição destes, diferente da do observador. No seu livro sobre Dickens, Chesterton fixou com mestria o indivíduo que percorre distraído a grande cidade. As andanças constantes de Charles Dickens começaram nos anos de infância. “Quando terminava seu trabalho só lhe restava vaguear pela cidade e assim percorria meia Londres. Era sonhador quando criança; seu triste destino preocupava-o mais que outra coisa… Ao anoitecer ficava debaixo das lanternas do Holborne e em Charing Cross sofreu o martírio”. “Ele não observava à maneira dos pedantes; não olhava Charing Cross para se instruir; não contava as lanternas de Holborne para aprender aritmética. .. Dickens não absorvia no seu espírito a cópia das coisas; antes era ele que imprimia seu espírito nas coisas”.

Walter Benjamin

Autor: Walter Benjamin

Publicação original: 1975

Editora: Editora Tempo Brasileiro Ltda

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/_5IBRl70/Walter_Benjamin_-_A_Modernidad.html


A Arqueologia do Saber

Este trabalho não é a retomada e a descrição exata do que sepode ler em Histoire de la folie, Naissance de la clinique ou Lesmots et les choses. Em muitos pontos ele é diferente, permitindotambém diversas correções e criticas internas. De maneira geral, Histoire de la folie dedicava uma parte bastante considerável, e aliás bem enigmática, ao que se designava como uma “experiência”, mostrando assim o quanto permanecíamos próximos de admitir um sujeito anônimo e geral da história. Em Naissance de la clinique, o recurso à análise estrutural, tentado várias vezes, ameaçava subtrair a especificidade do problema colocado e o nível característico da arqueologia. Enfim, em Les mots et les choses, a ausência da balizagem metodológica permitiu que se acreditasse em análises em termos de totalidade cultural. Entristece-me o fato de que eu não tenha sido capaz de evitar esses perigos: consolo-me dizendo que eles estavam inscritos na própria empresa, já que, paratomar suas medidas, ela mesma tinha de se livrar desses métodos diversos e dessas diversas formas de história; e depois, sem as questões que me foram colocadas, sem as dificuldades levantadas, sem as objeções, eu, sem dúvida, não teria visto desenhar-se tão clara a empresa à qual, quer queira quer não, me encontro ligadode agora em diante. Daí, a maneira precavida, claudicante deste texto: a cada instante, ele se distancia, estabelece suas medidas de um lado e de outro, tateia em direção a seus limites, se choca como que não quer dizer, cava fossos para definir seu próprio caminho. A cada instante, denuncia a confusão possível. Declina sua identidade, não sem dizer previamente: não sou isto nem aquilo. Não se trata de uma crítica, na maior parte do tempo; nem de uma maneira de dizer que todo mundo se enganou a torto e a direito; mas sim de definir uma posição singular pela exterioridade de suas vizinhanças; mais do que querer reduzir os outros ao silêncio, fingindo que seu propósito é vão – tentar definir esse espaço branco de onde falo, e que toma forma, lentamente, em um discurso que sinto como tão precário, tão incerto ainda.

Michel Foucault

Autor: Michel Foucault

Publicação original: 1969

Idioma: Português

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Foucault – A Arqueologia do Saber

Idioma: Francês

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Foucault – A Arqueologia do Saber (Francês)


As Palavras e as Coisas



Nesse limiar apareceu pela primeira vez esta estranha figurado saber que se chama homem e que abriu um espaço próprio às ciências humanas.Tentando trazer à luz esse profundo desnível da cultura ocidental, é a nosso solosilencioso e ingenuamente imóvel que restituímos suas rupturas, sua instabilidade,suas falhas; e é ele que se inquieta novamente sob nossos passos.
Michel Foucault
Autor: Michel Foucault
Publicação original: 1966
Editora: Martins Fontes
Idioma: Português
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A Escrita da história

Se, há quatro séculos, todo empreendimento científico tem como características a produção de artefatos lingüísticos autônomos (línguas e discursos “próprios”) e sua capacidade de transformar as coisas e os corpos dos quais se distinguiram (uma reforma ou revolução do mundo envolvente segundo a lei do texto), a escrita da história remete a uma história “moderna” da escrita. Na verdade, este livro foi inicialmente concebido como uma série- de estudos destinados -a marcar etapas cronológicas dessa prática: no século XVI, a organização “etnográfica” da escrita na sua relação com a oralidade “selvagem”, “primitiva”, “tradicional”, ou “popular” que ela constitui como seu outro (terceira parte deste livro); nos séculos XVII e XVIII, a transformação das Escritas cristãs, legibilidade de um cosmos religioso, em “representações” puras ou em “superstições” marginalizadas por um sistema ético e técnico das práticas capazes de construir uma história humana (segunda parte); no limiar do século XX, o retomo da alteridade reprimida graças à prática escriturária de Freud (quarta parte); finalmente, o sistema atual da “indústria” historiográfica,3 que articula um lugar sócio-econômico de produção, as regras científicas de um domínio, e a construção de um relato ou texto (primeira parte). A estes estudos se acrescenta aquele que concerne, em fins do século XVIII, à luta de uma racionalidade escriturária – “esclarecida”, revolucionária e jacobina – contra as flutuações idiomáticas das oralidades regionalizantes.

Michel de Certeau

Autor: Michel de Certeau

Publicação original: 1975

Editora: Forense Universitária

Idioma: Português

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