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Posts com tag “Linguagem

O Abecedário de Gilles Deleuze – Integral

Claire Parnet



O Abecedário de Gilles Deleuze é uma realização de Pierre-André Boutang, produzido pelas Éditions Montparnasse, Paris. No Brasil, foi divulgado pela TV Escola, Ministério da Educação. Tradução e Legendas: Raccord [com modificações].

A série de entrevistas, feita por Claire Parnet (foto acima), foi filmada nos anos 1988-1989. Como diz Deleuze no início da entrevista, o acordo era de que o filme só seria apresentado após sua morte. O filme acabou sendo apresentado, entretanto, com o consentimento de Deleuze, entre novembro de 1994 e maio de 1995, no canal (franco-alemão) de TV Arte.

Deleuze suicidou em 4 de novembro de 1995. A primeira fala de Claire Parnet foi feita na ocasião da apresentação (1994-1995), enquanto que a totalidade da entrevista de Deleuze é da época da filmagem (1988-1989).

Autor: Claire Parnet

Edição Original: 1989

Idioma: Português

Link para Download: http://www.4shared.com/get/PFBFMWUh/Deleuze_abecedario_integral.html


O animal que logo sou

Talvez nos seja permitido citar de memória, com todos os riscos e imprecisões decorrentes, uma observação informal do autor nesse colóquio: “gostaria de poder escrever e de falar de maneira que me permita seguir a música da frase até a morte”. Este texto, em particular,fazendo extensas referências à literatura, guarda uma proximidade com a poesia “como experiência”,para lembrar Lacoue-Labarthe em um dos seus trabalhos. A força mito-poética do que o leitor está prestes a ler não há de escapar à sensibilidade de uma leitura atenta. Da crueldade à nudez, da loucura à nominação,da negação à teimosia do idiota que interroga incessantemente o que todos parecem convir não considerar, este trabalho parece ter a vocação de um texto fundador. O autor passa em revista, como em um ensaio autobiográfico,as múltiplas referências ao animal ao longo de sua extensa obra, que conta hoje cerca de cinqüenta livros. A presente tradução tratou de explicitar todas essas remissões que não foram consignadas pelo autor no texto original.

Fábio Landa

Autor: Jacques Derrida

Publicação original: 1999

Editora: UNESP

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/u0lBMhEZ/Derrida_-_O_animal_que_logo_so.html


Introdução à Poesia Oral

Contra a unidade de sentido clássica, ligada a certa etnocentrismo evolutivo, Paul Zumthor esgrime com as formas de conhecimento, ou ciência, da voz: “Trata-se de afastar um falso universalismo que é fechado – de renunciar (é questão de poesia) ao privilégio da escrita”.

Introdução à Poesia Oral, interroga portanto uma outra lógica, sempre mais ou menos recalcada na história, que se funda no dinamismo concreto da voz (relação entre voz, corpo e dança; entre voz, gesto e poesia, por exemplo): “Um dos sintomas do mal, foi sem dúvida,  desde a origem, o que nós chamamos literatura: e a literatura adquiriu consistência, prosperou, tornou-se o que é – uma das mais vastas dimensões do homem – recusando a voz”.

Pelo menos, dois elementos produtivos dessa lógica podem ser ressaltados: um deles é esse pendor migratório dos textos oralizantes, uma espécie de mobilidade sintática intercultural, fazendo com que as formas sufocadas reapareçam, a partir de novos mosaicos, que remetem o escrito ao falado, o arcaico ao contemporâneo. Outro elemento é a proximidade de signo entre palavra e corpo, muito mais palpável nas culturas de maior espetacularidade erótico-gestual, como aquelas do tambor ou bongô afro-mourisco-americano.

O que se coloca também, nos bastidores desse minucioso percurso dos modos perceptivos da poesia oral, é uma outra direção do pensamento para avaliar o processo das civilizações: ao invés da acumulação e concentração abstratas, derivadas dos sistemas digitais discretos, o estudo das relações e transformações rítmicas entre  o homem, seu corpo e a cultura.

Amálio Pinheiro

Autor: Paul Zumthor

Publicação original: 1983

Editora: HUCITEC

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/MSmRVQML/Paul_Zumthor_-_Introduao__Poes.html


Nietzsche, Freud e Marx

 

Francis Bacon, Study from the human body, 1949

 

(…) a linguagem, sobretudo a linguagem nas culturas indoeuropeias produziu sempre dois tipos de suspeita:

– Por um lado, a suspeita de que a linguagem não diz exatamente o que diz. O sentido que se apreende e quase manifesta de forma imediata, não terá porventura realmente um significado menor que protege e encerra; porém,apesar de tudo transmite outro significado; este seria de cada vez o significado mais importante, o significado “que esta por baixo”. (…)

– Por outro lado, a linguagem engendrou esta outra suspeita: que, em certo sentido, a linguagem rebaixa a forma propriamente verbal, e que há muitas outras coisas que falam e que não são linguagem. Depois disto poder-se-ia dizer que a natureza, o mar, o sussuro do vento nas árvores, os animais, os rostos, os caminhos que se cruzam, tudo isto fala; pode ser que haja linguagem que se articulem em formas não verbais. (…)

Michel Foucault

Autor: Michel Foucault

Publicação original: 1967

Editora:Forense Universitária

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/bDa8CMGM/Foucault_-_Nietzche_Freud_e_Ma.html


Semiótica e Filosofia da Linguagem

Este livro reorganiza uma série de cinco verbetes semióticos escritos entre 1976 e 1980 para aEnciclopedia Einaudi. Quase cinco anos se passaram entre a redação do primeiro verbete e a doúltimo, e muitos mais desde 1976 até a data desta introdução. Era inevitável que sobreviessemreconsiderações, aprofundamentos, novos estímulos, motivo pelo qual os capítulos deste livro,embora respeitando a estrutura geral dos verbetes originais, sofreram algumas modificações. osegundo e o quinto, particularmente, mudaram de estruturação; o quarto foi enriquecido comnovos parágrafos. O novo parágrafo, porém, frequentemente serve para aprofundar o discursooriginal, enquanto algumas modificações menores mudam a visão geral. Isto tudo à luz de outrostrabalhos que publiquei neste ínterim.Como se pode deduzir do índice, este livro examina cinco conceitos que dominaram todas asdiscussões semióticas – signo, significado, metáfora, símbolo e código – e reconsidera cada umdeles do ponto de vista histórico e em referência ao quadro teórico que esbocei nas obrasimediatamente anteriores – Tratado geral de semiótica (1975) e o papel do leitor (1979) -, semdispensar, creio eu, mudanças de rota.

 

Autor: Umberto Eco

Publicação Original: 1976 a 1980

Editora: Ática S.A.

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/91I9RQ8O/Eco_-_Semitica_e_Filosofia_da_.html


Idéia da Prosa

Idéia da Prosa traz no próprio título o seu programa: o de uma indistinção de fundo entre uma idéia de linguagem e uma idéia de Idéia, ou de pensar. Importa, por isso, começar a perguntar que escrita é esta. Porque escrita (écriture) é o que os textos são, não literatura nem filosofia convencional. A questão sobre a forma da escrita é desde logo essencial, porque ela é indissociável do que se diz, e mais ainda do que, nestes ensaios-fragmentos, é da ordem do não-dito. Aspecto central da nossa relação com o texto de Agamben é também a percepção da natureza herética de uma linguagem filosófica que na linha do postulado wittgensteiniano da unidade da ética e da estética, se move na esfera de uma consciência da precariedade sobre a qual se funda toda a observação que se tem ainda algo do “espanto” antigo frente ao mundo e deixar transparecer a consciência dos limites da linguagem que funda a distinção entre nome e discurso.

João Barrento

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 1985

Editora: Cotovia

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/9OSMx-0F/Agamben_-_Idia_da_prosa.html


Performance, recepção, leitura

Performance, recepção, leitura é um gesto de radicalidade e paixão. O diálogo com diversas correntes teóricas (antropologia, sociologia, história, filosofia, lingüística, teoria literária) propõe uma visada crítica: o vnculo entre performance e leitura coloca o leitor como ponto de partida do encontro com a voz poética. O corpo adquire estatuto privilegiado.

Chega-se ao coração do texto poético e do homem num corpo-a-corpo com o tempo. Temos aqui os ecos do fascínio do autor com os cantores de rua de Paris de sua infância (marco zero de sua visão de performance), a preocupação com questões atuais, o medievalista consagrado que questiona durante o seu ofício, no esforço de fecundar a histórria como poesia.

Jerusa Ferreira e Suely Fenerich

Autor: Paul Zumthor

Publicação original: 1990

Editora: COSACNAIFY

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/6t96u9Ep/Paul_Zumthor_-_Performance_rec.html


Artaud: Linguagem e Vida

Também sua concepção de linguagem evolui para chegar até mesmo à contestação da finalidade conativa dos textos. Ao fim e ao cabo a negação por Artaud da “palavra soprada”, como a batizou Derrida, alheia ao criador porque originada em pré-constituído campo lingüístico, termina levando ao impasse dos textos finais, jorros criativos estilhaçados definidos por glossolalias ou pelos gritos inarticulados de “Para Acabar com o Juízo de Deus”. Longe de se constituir em mergulho numa psicologia individual, a auto-expressão artaudiana liga-se à busca dos “princípios”, espécie de prospecção daexperiência originária do ser humano sufocada pela cultura do Ocidente.

Sílvia Fernanades e J. Guinsburg

Autor: Antonin Artaud

Publicação original: 1970

Editora: Perspectiva

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/c5S11ZQ3/Artaud_-_Linguagem_e_Vida.html


A Arqueologia do Saber

Este trabalho não é a retomada e a descrição exata do que sepode ler em Histoire de la folie, Naissance de la clinique ou Lesmots et les choses. Em muitos pontos ele é diferente, permitindotambém diversas correções e criticas internas. De maneira geral, Histoire de la folie dedicava uma parte bastante considerável, e aliás bem enigmática, ao que se designava como uma “experiência”, mostrando assim o quanto permanecíamos próximos de admitir um sujeito anônimo e geral da história. Em Naissance de la clinique, o recurso à análise estrutural, tentado várias vezes, ameaçava subtrair a especificidade do problema colocado e o nível característico da arqueologia. Enfim, em Les mots et les choses, a ausência da balizagem metodológica permitiu que se acreditasse em análises em termos de totalidade cultural. Entristece-me o fato de que eu não tenha sido capaz de evitar esses perigos: consolo-me dizendo que eles estavam inscritos na própria empresa, já que, paratomar suas medidas, ela mesma tinha de se livrar desses métodos diversos e dessas diversas formas de história; e depois, sem as questões que me foram colocadas, sem as dificuldades levantadas, sem as objeções, eu, sem dúvida, não teria visto desenhar-se tão clara a empresa à qual, quer queira quer não, me encontro ligadode agora em diante. Daí, a maneira precavida, claudicante deste texto: a cada instante, ele se distancia, estabelece suas medidas de um lado e de outro, tateia em direção a seus limites, se choca como que não quer dizer, cava fossos para definir seu próprio caminho. A cada instante, denuncia a confusão possível. Declina sua identidade, não sem dizer previamente: não sou isto nem aquilo. Não se trata de uma crítica, na maior parte do tempo; nem de uma maneira de dizer que todo mundo se enganou a torto e a direito; mas sim de definir uma posição singular pela exterioridade de suas vizinhanças; mais do que querer reduzir os outros ao silêncio, fingindo que seu propósito é vão – tentar definir esse espaço branco de onde falo, e que toma forma, lentamente, em um discurso que sinto como tão precário, tão incerto ainda.

Michel Foucault

Autor: Michel Foucault

Publicação original: 1969

Idioma: Português

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Foucault – A Arqueologia do Saber

Idioma: Francês

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Foucault – A Arqueologia do Saber (Francês)


As Palavras e as Coisas



Nesse limiar apareceu pela primeira vez esta estranha figurado saber que se chama homem e que abriu um espaço próprio às ciências humanas.Tentando trazer à luz esse profundo desnível da cultura ocidental, é a nosso solosilencioso e ingenuamente imóvel que restituímos suas rupturas, sua instabilidade,suas falhas; e é ele que se inquieta novamente sob nossos passos.
Michel Foucault
Autor: Michel Foucault
Publicação original: 1966
Editora: Martins Fontes
Idioma: Português
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