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Posts com tag “Filosofia

Mal de Arquivo: uma impressão freudiana

Com Freud, sem Freud, às vezes contra Freud, Mal de arquivo evoca sem dúvida um sintoma, um sofrimento, uma paixão: o arquivo do mal; mas também aquilo que arruina, desvia ou destrói o próprio princípio do arquivo, a saber, o mal radical. Levanta-se então infinito, fora de proporção, sempre em instância, em ‘mal de arquivo’, a espera sem horizonte acessível, a impaciência absoluta de um desejo de memória.

Jacques Derrida

Autor: Jacques Derrida

Publicação original: 1995

Editora: Relume Dumará

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/NwSu5Fm4/Derrida_-_Mal_de_Arquivo.html

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O animal que logo sou

Talvez nos seja permitido citar de memória, com todos os riscos e imprecisões decorrentes, uma observação informal do autor nesse colóquio: “gostaria de poder escrever e de falar de maneira que me permita seguir a música da frase até a morte”. Este texto, em particular,fazendo extensas referências à literatura, guarda uma proximidade com a poesia “como experiência”,para lembrar Lacoue-Labarthe em um dos seus trabalhos. A força mito-poética do que o leitor está prestes a ler não há de escapar à sensibilidade de uma leitura atenta. Da crueldade à nudez, da loucura à nominação,da negação à teimosia do idiota que interroga incessantemente o que todos parecem convir não considerar, este trabalho parece ter a vocação de um texto fundador. O autor passa em revista, como em um ensaio autobiográfico,as múltiplas referências ao animal ao longo de sua extensa obra, que conta hoje cerca de cinqüenta livros. A presente tradução tratou de explicitar todas essas remissões que não foram consignadas pelo autor no texto original.

Fábio Landa

Autor: Jacques Derrida

Publicação original: 1999

Editora: UNESP

Idioma: Português

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Obras Escolhidas Volume II: Rua de Mão Única

Rua de Mão Única é um lance, é um jogo, é uma distenção entre palavras e ações. São caminhos múltiplos, traçados por Benjamin em sua prosa, onde partilha memórias, desvios, pequeninas coisa, sua percepção que nos pode parecer ilustrativa, mas é critica e poética. O conjunto de suas linhas são de tempos indistintos, talvez não para especialistas, mas ao dedilhar os olhos, entramos nos caminhos que o filosofo compôs. Sua linguagem aforismática e fragmentada pode apresentar no livro a característica da palavra como possuida num caderno de anotações, viagens, intimismo… Ela percorre  Moscou, Auto-Retratos, Brinquedos, Cores, Artigos, atravessa os retalhos.  Rua de Mão Única é um convite as travessias e ao prazer.

Autor: Walter Benjamin

Publicação original:1987

Editora: Brasiliense

Idioma: Português

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Nietzsche, Freud e Marx

 

Francis Bacon, Study from the human body, 1949

 

(…) a linguagem, sobretudo a linguagem nas culturas indoeuropeias produziu sempre dois tipos de suspeita:

– Por um lado, a suspeita de que a linguagem não diz exatamente o que diz. O sentido que se apreende e quase manifesta de forma imediata, não terá porventura realmente um significado menor que protege e encerra; porém,apesar de tudo transmite outro significado; este seria de cada vez o significado mais importante, o significado “que esta por baixo”. (…)

– Por outro lado, a linguagem engendrou esta outra suspeita: que, em certo sentido, a linguagem rebaixa a forma propriamente verbal, e que há muitas outras coisas que falam e que não são linguagem. Depois disto poder-se-ia dizer que a natureza, o mar, o sussuro do vento nas árvores, os animais, os rostos, os caminhos que se cruzam, tudo isto fala; pode ser que haja linguagem que se articulem em formas não verbais. (…)

Michel Foucault

Autor: Michel Foucault

Publicação original: 1967

Editora:Forense Universitária

Idioma: Português

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O que é a Filosofia?

Talvez só possamos colocar a questão O que é a filosofia? tardiamente, quando chega a velhice, e ahora de falar concretamente. De fato, a bibliografia é muito magra. Esta é uma questão que enfrentamosnuma agitação discreta, à meia-noite, quando nada mais resta a perguntar. Antigamente nós a formulávamos,não deixávamos de formulá-la, mas de maneira muito indireta ou oblíqua, demasiadamente artificial, abstratademais; expúnhamos a questão, mas dominando-a pela rama, sem deixar-nos engolir por ela. Nãoestávamos suficientemente sóbrios. Tínhamos muita vontade de fazer filosofia, não nos perguntávamos o queela era, salvo por exercício de estilo; não tínhamos atingido este ponto de não-estilo em que se pode dizerenfim: mas o que é isso que fiz toda a minha vida? Há casos em que a velhice dá, não uma eterna juventudemas, ao contrário, uma soberana liberdade, uma necessidade pura em que se desfruta de um momento degraça entre a vida e a morte, e em que todas as peças da máquina se combinam para enviar ao porvir umtraço que atravesse as eras…

Gilles Deleuze e Félix Guattari

Autor: Gilles Deleuze e Félix Guattari

Publicação original: 1991

Editora: 34

Idioma: Português

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Cinco Escritos Morais

Os conflitos internacionais; o recrudescimento das ideologias totalitaristas; o papel da imprensa; o conceito de moralidade; a tolerância étnica e religiosa. Cinco temas distintos, alinhavados pelo conceito de ética, são abordados com o brilhantismo de um dos maiores teóricos vivos da comunicação em CINCO ESCRITOS MORAIS, um lançamento da Editora Record. O livro reúne textos e transcrições de discursos de Umberto Eco, publicados em revistas literárias da Europa e dos Estados Unidos.

Os textos reunidos em CINCO ESCRITOS MORAIS têm duas características em comum. Antes de tudo são ocasionais, frutos de conferências ou intervenções do autor sobre assuntos da atualidade. Além disso, todos são de caráter ético, ou seja, referem-se àquilo que seria justo fazer, àquilo que não se deveria fazer ou àquilo que não se pode fazer em hipótese alguma. O primeiro texto, ” Pensar a guerra”, foi publicado em La Rivista dei Libri de 1? de abril de 1991 durante a guerra do Golfo.
“O facismo eterno” é o título da transcrição de uma conferência pronunciada, em versão inglesa, em um simpósio organizado pela Universidade de Columbia, em 25 de abril de 1995, para celebrar a liberação da Europa. Apareceu depois como “Eternal Fascism” em The New York Review of Books de 22 de junho de 1995 e traduzida para La Rivista dei Libri de julho-agosto de 1995 como “Totalitarismo fuzzy e Ur-Fascismo”. O que torna este texto particular é o momento de sua realização: os Estados Unidos, local onde foi exposto pela primeira vez, estava sacudido pelo recente atentado de Oklahoma e pela descoberta do fato (nada secreto, aliás) de que existiam no país organizações militares de extrema direita. Desta forma, o tema do anti-fascismo assumia, naquelas circunstâncias, conotações particulares.
O terceiro texto, “Sobre a imprensa”, é uma exposição apresentada durante uma série de seminários organizada pelo Senado italiano entre os parlamentares e os diretores dos maiores diários italianos. “Quando o outro entra em cena” reproduz uma resposta de Umberto Eco ao cardeal Martini (arcebispo de Milão) sobre uma indagação a respeito das proposições da Eco sobre a unviversalidade da ética.
O último texto é, na verdade, uma colagem. Na primeira parte de “Migrações, tolerância e intolerabilidade” está reproduzida a primeira parte de uma conferência proferida em 23 de janeiro de 1997, na abertura do convênio organizado pelo prefeito de Valência sobre as perspectivas do Terceiro Milênio. A segunda traduz e readapta a introdução ao Fórum Internacional sobre a Intolerância, organizado em Paris pela Académie Universelle des Cultures. O terceiro segmento foi publicado com o título de “Não pergunte por quem os sinos dobram” no jornal Repubblica, por ocasião da sentença do tribunal militar de Roma sobre Priebke (oficial nazista responsável pela morte de centenas de pessoas no fim da ocupação nazista em Roma).
Umberto Eco nasceu em Alessandria em 1932. Professor de Semiologia na Universidade de Bolonha, dirige a revista VS. Entre suas obras ensaísticas destacam-se: Obra aberta (1962), Diário mínimo (1963), A estrutura ausente (1968), Tratado geral da semiótica (1975), Lector in fabula (1979), I limiti dell?interpretazione (1990) e Sei passeggiate nei boschi narrativi (1994). Como romancista, Eco publicou O nome da rosa, O pêndulo de Foucault e A ilha do dia anterior. A Record publica até o fim do ano, o novo romance do erudito italiano: Kant e o ornitorrinco.

Autor: Umberto Eco

Publicação Original: 1991

Editora: Record

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/fb0d-oUT/Eco_-_Cinco_escritos_morais.html


Semiótica e Filosofia da Linguagem

Este livro reorganiza uma série de cinco verbetes semióticos escritos entre 1976 e 1980 para aEnciclopedia Einaudi. Quase cinco anos se passaram entre a redação do primeiro verbete e a doúltimo, e muitos mais desde 1976 até a data desta introdução. Era inevitável que sobreviessemreconsiderações, aprofundamentos, novos estímulos, motivo pelo qual os capítulos deste livro,embora respeitando a estrutura geral dos verbetes originais, sofreram algumas modificações. osegundo e o quinto, particularmente, mudaram de estruturação; o quarto foi enriquecido comnovos parágrafos. O novo parágrafo, porém, frequentemente serve para aprofundar o discursooriginal, enquanto algumas modificações menores mudam a visão geral. Isto tudo à luz de outrostrabalhos que publiquei neste ínterim.Como se pode deduzir do índice, este livro examina cinco conceitos que dominaram todas asdiscussões semióticas – signo, significado, metáfora, símbolo e código – e reconsidera cada umdeles do ponto de vista histórico e em referência ao quadro teórico que esbocei nas obrasimediatamente anteriores – Tratado geral de semiótica (1975) e o papel do leitor (1979) -, semdispensar, creio eu, mudanças de rota.

 

Autor: Umberto Eco

Publicação Original: 1976 a 1980

Editora: Ática S.A.

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/91I9RQ8O/Eco_-_Semitica_e_Filosofia_da_.html


A Modernidade e os Modernos

As descrições sobre a grande cidade não pertencem nem a um nem a outro daqueles tipos. Pertencem àqueles que atraves-saram a cidade como que ausentes, perdidos em seus pensamen-los ou preocupações. A estes faz jus a imagem do fantasque escrime; Baudelaire teve em mira a condição destes, diferente da do observador. No seu livro sobre Dickens, Chesterton fixou com mestria o indivíduo que percorre distraído a grande cidade. As andanças constantes de Charles Dickens começaram nos anos de infância. “Quando terminava seu trabalho só lhe restava vaguear pela cidade e assim percorria meia Londres. Era sonhador quando criança; seu triste destino preocupava-o mais que outra coisa… Ao anoitecer ficava debaixo das lanternas do Holborne e em Charing Cross sofreu o martírio”. “Ele não observava à maneira dos pedantes; não olhava Charing Cross para se instruir; não contava as lanternas de Holborne para aprender aritmética. .. Dickens não absorvia no seu espírito a cópia das coisas; antes era ele que imprimia seu espírito nas coisas”.

Walter Benjamin

Autor: Walter Benjamin

Publicação original: 1975

Editora: Editora Tempo Brasileiro Ltda

Idioma: Português

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Obras Escolhidas Volume I: Magia e técnica, Arte e Política.

“A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”

Com efeito, quando o advento da primeira técnica de reprodução verdadeiramente revolucionária – a fotografia, contemporânea do início do socialismo – levou a arte a pressentir a proximidade de uma crise, que só fez aprofundar-se nos próximos cem anos seguintes, ela reagiu ao perigo iminente com a doutrina da arte pela arte, que é no fundo a teologia da arte. Dela resultou uma teologia negativa da arte, sob a forma de uma arte pura, que não rejeita apenas toda a função social, mas também qualquer determinação objetiva. ( Na literatura, foi Mallarmé o primeiro a alcançar esse estágio). É indispensável levar em conta essas primeiras relações em um estudo que se propõe aestudar a arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Porque elas preparam o caminho para a descoberta decisiva:  com a reprodutibilidade técnica, a obra de arte se emancipa, pela primeira vez na história, de sua existência parasitária, destacando-se do ritual.

No momento em que o critério da autenticidade deixa de aplicar-se à produção artística, toda a função da arte se transforma. Em vez de fundar-se no ritual, ela passa a fundar-se em outras práxis: a política.

A arte registrava certas imagens, a serviço da magia, com funções práticas: seja como execução de atividades mágicas, seja como objeto de contemplação, à qual se atribuíamefeitos mágicos. Os temas dessa arte eram o homem e seu meio, copiados segundo exigências de uma sociedade cuja técnica se fundia inteiramente com ritual. Essa sociedadeé exatamente a antítese da nossa, cuja técnica é a mais antecipada que já existiu. Mas essa técnica emancipada se confronta com a sociedade moderna sob a forma de uma segunda natureza, não menos elementar que a sociedade primitiva, como provam as guerras e as crises econômicas.

O rádio e cinema não modificam apenas a função do intérprete profissional, mas também a função de quem se representa a si mesmo diante desses dois veículos decomunicação, como é o caso do político. O sentido dessa transformação é o mesmo no ator de cinema e no político, qualquer que seja a diferença entre as suas tarefasespecializadas. Seu objetivo é tornar “mostráveis”, sob certas condições sociais, determinadas ações de modo que todos possam controlá-las e compreendê-las, da mesma forma como o esporte fizera antes, sob certas condições naturais.

A diferença essencial entre autor e leitor está prestes a desaparecer. Ela se transforma em uma diferença funcional e contingente. A cada instante o leitor está pronto para a converter-se em um escritor.

A reprodutibilidade técnica da arte modifica a relação da massa com a arte. Retrógrada diante de Picasso, ela se torna progressista diante de Chaplin. O comportamento progressista secaracteriza pela relação direta e interna entre o prazer de ver e sentir, por um lado, e a atitude do especialista, por outro. Este vínculo constitui um valioso indício social. Quanto mais se reduz a significação social de uma arte, maior fica a distância, no público, entre a atitude de fruição e a atitude crítica, como se evidencia com o exemplo da pintura.

Do mesmo modo, um público que tem uma reação progressista diante de um filme burlesco,tem uma reação retrógrada diante de um filme surrealista.

A enorme quantidade de episódios grotescos atualmente consumidos no cinema constituem um índice impressionante dos perigos que ameaçam a humanidade, resultantes das repressões que a civilização traz consigo.

O cinema é a forma de arte correspondente aos perigos existenciais mais intensos com os quais se confronta o homem contemporâneo. Ele corresponde a metamorfoses profundas do aparelho perceptivo, como as que experimenta o passante, numa escala individual, quando enfrenta o tráfico, e como as experimenta, numa escala histórica, todo aquele que combate a ordem social vigente.

Autor: Walter Benjamin

Publicação original:1985

Editora: Brasiliense

Idioma: Português

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Walter Benjamin – Magia e Técnica, arte e política (Obras Escolhidas Vol. I)


História da Sexualidade 3: O Cuidado de Si

Quando se é jovem, não se pode evitar de filosofar e, quando se é velho, não se deve cansar de filosofar. Nunca é muito cedo ou muito tarde para cuidar de sua alma. Aquele que diz que não é ainda, ou que não é mais tempo de filosofar, parece àquele que diz que não é ainda, ou não é mais tempo de atingir a felicidade. Deve-se, então, filosofar quando se é jovem e quando se é velho, no segundo caso (…) para rejuvenescer ao contato do bem, pelas lembranças dos dias passados, e no primeiro caso (…) afim de ser, ainda que jovem, tão firme quanto um velho diante do futuro.

Assim sendo, filosofar é cuidar de si e isto é uma felicidade (encaixando-se na última família de expressões que vimos acima) pois o objetivo é ser feliz na presença de si próprio. A vida, sobretudo na velhice, torna-se mais feliz. Esta nova forma é, para todos os jovens, uma preparação para ser velho e, para os velhos, uma forma de revigorar-se com o bem.

Autor: Michel Foucault

Publicação original: 1984

Editora: Graal

Idioma: Português

Download:

Foucault – História da Sexualidade vol. III: O cuidado de si

Idioma: Espanhol

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