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Posts com tag “Esquizoanalítica

Kafka: Por uma literatura menor

Sendo um dos escritores do século XX que atingiu efetiva repercurssão tanto entre o público leitor quanto entre os estudiosos, estando estes empenhados numa constante investigação de sua obra – obra sob todos os aspectos capital -, qual a primeira reação diante do título deste livro escrito por Gilles Deleuze e Félix Guattari? Uma reação de espanto, mas a que não pode deixar de seguir a constatação de que o livro constitui verdadeira provocação. Contudo, não há aí qualquer gratuidade. O possível equívoco é imediatamente destruído no intitulado: “O que é uma literatura menor” Deleuze e Guattari explicitam a resposta esperada da maneira mais inequívoca possível: “Vale dizer que o ‘menor’ não qualificam mais certas literaturas, mas as condições revolucionárias de toda literatura no seio daquela que chamamos de grande (ou estabelecida). Mesmo aquele que tem a infelicidade de nascer no país de uma grande literatura, deve escrever em sua língua, como um judeu tcheco que escreve em alemão, ou como o=um usbesque que escreve em russo. Escrever como um cão que faz seu buraco, como um rato que faz a sua toca. E, para isso, encontrar o seu próprio ponto de subdesenvolvimento, seu próprio patoá, seu próprio terceiro mundo, seu próprio deserto”. Pouco mais adiante, os autores deixam claros alguns dos problemas que constituem, ou ainda não a conhecem, e conhecem mal a língua maior que são obrigados a se servir? Problemas dos imigrados, e sobretudo de seus filhos. Problemas das minorias. Problema de uma literatura menor, mas também para todos nós: como arrancar de sua língua uma literatura menor, capaz de escavar uma linguagem e fazê-la seguir por uma linha revolucionária sóbria? Como tornar-se o nômade e o imigrante e o cigano de sua própria língua? Fica evidente que o termo “menor” empregado por Deleuze e Guattari, está ausente a conotação valorativa que comumente lhe é atribuída. Kafka, Joyce, Beckett, Céline são alinhados dentro de uma mesma perspectiva: autores de literatura menor, já que autores de obras revolucionárias em relação à grande literatura, à literatura estabelecida. Sem evitar o aparente paradoxo, pode-se dizer, a grandeza desses autores está justamente no fato de terem criado uma literatura menor, de não terem descansado dentro da linguagem imposta pelos sistema dominantes.

E a partir desse enfoque os autores desenvolvem seu trabalho: destruir o mito kafkiano. À menção simples do nome Kafka, associam-se de imediato idéias de absurdo, obsessão, lei implacável, culpa onipresente, terror, impotência, neurose etc. Deleuze e Guattari, por sua vez, apresentam Kafka como o autor cômico e alegre do ponto de vista do desejo, como o autor mais político e social do ponto de vista do enunciado. Um Kafka voltado diretamente para questões sociais, políticas e históricas. O Kafka que as interpretações psicanalíticas tendem a obscurecer.

Essa releitura da obra kafkiana – que vem a ser um exame das relações que entre si mantêm o poder e o desejo, o individual e  o coletivo, o latente e o manifesto – se verifica, em plano mais abrangente, como relevante contribuição para a questão da função da crítica da literatura, na medida que seu horizonte nunca está ausente a noção de que “uma literatura não é a de uma língua menor, mas antes a que uma minoria faz em uma língua maior”.

Julio Castañon Guimarães

Autores: Gilles Deleuze e Félix Guattari

Publicação original: 1975

Editora: Imago

Idioma: Português

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Idioma: Espanhol

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Idioma: Francês

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O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia – Tomo I

O Anti-Édipo mostra, pra começar, a extensão do terreno ocupado. Porém, ele faz
muito mais. Ele não se dissipa na difamação dos velhos ídolos, mesmo se divertindo muito
com Freud. E, sobretudo, nos incita a ir mais longe.
Seria um erro ler o Anti-Édipo como a nova referência teórica (vocês sabem, essa
famosa teoria que se nos costuma anunciar: essa que vai englobar tudo, essa que é
absolutamente totalizante e tranquilizadora, essa, nos afirmam, “que tanto precisamos”
nesta época de dispersão e de especialização, onde a “esperança” desapareceu). Não é
preciso buscar uma “filosofia” nesta extraordinária profusão de novas noções e de
conceitos-surpresa. O Anti-Édipo não é um Hegel pomposo. Penso que a melhor maneira
de ler o Anti-Édipo é abordá-lo como uma “arte”, no sentido em que se fala de “arte
erótica”, por exemplo. Apoiando-se sobre noções aparentemente abstratas de
multiplicidades, de fluxo, de dispositivos e de acoplamentos, a análise da relação do desejo
com a realidade e com a “máquina” capitalista contribui para responder a questões
concretas.
Michel Foucault
Autores: Gilles Deleuze e Félix Guattari
Publicação original: 1972
Editora: Assírio & Alvim
Idioma: Português:
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Idioma: Inglês
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Revolução Molecular: Pulsações Políticas do Desejo

Este Livro é uma coletânea de textos de Felix Guattari: analista/político/teórico. O movimento das minorias, a autogestão dos hospitais, a atuação das gangues nos subúrbios nova-iorquinos, as rádios-livres, os partidos políticos, a psicanálise e suas metamorfoses, são alguns dos assuntos aqui tratados audaz e modernamente por seu livre-pensar.

Autor: Félix Guattari

Publicação original: 1984

Idioma: Português

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http://ifile.it/1v5uo73

Idioma: Español

Link para download:

http://ifile.it/w2f1xit