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Posts com tag “Ensaio

O animal que logo sou

Talvez nos seja permitido citar de memória, com todos os riscos e imprecisões decorrentes, uma observação informal do autor nesse colóquio: “gostaria de poder escrever e de falar de maneira que me permita seguir a música da frase até a morte”. Este texto, em particular,fazendo extensas referências à literatura, guarda uma proximidade com a poesia “como experiência”,para lembrar Lacoue-Labarthe em um dos seus trabalhos. A força mito-poética do que o leitor está prestes a ler não há de escapar à sensibilidade de uma leitura atenta. Da crueldade à nudez, da loucura à nominação,da negação à teimosia do idiota que interroga incessantemente o que todos parecem convir não considerar, este trabalho parece ter a vocação de um texto fundador. O autor passa em revista, como em um ensaio autobiográfico,as múltiplas referências ao animal ao longo de sua extensa obra, que conta hoje cerca de cinqüenta livros. A presente tradução tratou de explicitar todas essas remissões que não foram consignadas pelo autor no texto original.

Fábio Landa

Autor: Jacques Derrida

Publicação original: 1999

Editora: UNESP

Idioma: Português

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Introdução à Poesia Oral

Contra a unidade de sentido clássica, ligada a certa etnocentrismo evolutivo, Paul Zumthor esgrime com as formas de conhecimento, ou ciência, da voz: “Trata-se de afastar um falso universalismo que é fechado – de renunciar (é questão de poesia) ao privilégio da escrita”.

Introdução à Poesia Oral, interroga portanto uma outra lógica, sempre mais ou menos recalcada na história, que se funda no dinamismo concreto da voz (relação entre voz, corpo e dança; entre voz, gesto e poesia, por exemplo): “Um dos sintomas do mal, foi sem dúvida,  desde a origem, o que nós chamamos literatura: e a literatura adquiriu consistência, prosperou, tornou-se o que é – uma das mais vastas dimensões do homem – recusando a voz”.

Pelo menos, dois elementos produtivos dessa lógica podem ser ressaltados: um deles é esse pendor migratório dos textos oralizantes, uma espécie de mobilidade sintática intercultural, fazendo com que as formas sufocadas reapareçam, a partir de novos mosaicos, que remetem o escrito ao falado, o arcaico ao contemporâneo. Outro elemento é a proximidade de signo entre palavra e corpo, muito mais palpável nas culturas de maior espetacularidade erótico-gestual, como aquelas do tambor ou bongô afro-mourisco-americano.

O que se coloca também, nos bastidores desse minucioso percurso dos modos perceptivos da poesia oral, é uma outra direção do pensamento para avaliar o processo das civilizações: ao invés da acumulação e concentração abstratas, derivadas dos sistemas digitais discretos, o estudo das relações e transformações rítmicas entre  o homem, seu corpo e a cultura.

Amálio Pinheiro

Autor: Paul Zumthor

Publicação original: 1983

Editora: HUCITEC

Idioma: Português

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Obras Escolhidas Volume II: Rua de Mão Única

Rua de Mão Única é um lance, é um jogo, é uma distenção entre palavras e ações. São caminhos múltiplos, traçados por Benjamin em sua prosa, onde partilha memórias, desvios, pequeninas coisa, sua percepção que nos pode parecer ilustrativa, mas é critica e poética. O conjunto de suas linhas são de tempos indistintos, talvez não para especialistas, mas ao dedilhar os olhos, entramos nos caminhos que o filosofo compôs. Sua linguagem aforismática e fragmentada pode apresentar no livro a característica da palavra como possuida num caderno de anotações, viagens, intimismo… Ela percorre  Moscou, Auto-Retratos, Brinquedos, Cores, Artigos, atravessa os retalhos.  Rua de Mão Única é um convite as travessias e ao prazer.

Autor: Walter Benjamin

Publicação original:1987

Editora: Brasiliense

Idioma: Português

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Performance, recepção, leitura

Performance, recepção, leitura é um gesto de radicalidade e paixão. O diálogo com diversas correntes teóricas (antropologia, sociologia, história, filosofia, lingüística, teoria literária) propõe uma visada crítica: o vnculo entre performance e leitura coloca o leitor como ponto de partida do encontro com a voz poética. O corpo adquire estatuto privilegiado.

Chega-se ao coração do texto poético e do homem num corpo-a-corpo com o tempo. Temos aqui os ecos do fascínio do autor com os cantores de rua de Paris de sua infância (marco zero de sua visão de performance), a preocupação com questões atuais, o medievalista consagrado que questiona durante o seu ofício, no esforço de fecundar a histórria como poesia.

Jerusa Ferreira e Suely Fenerich

Autor: Paul Zumthor

Publicação original: 1990

Editora: COSACNAIFY

Idioma: Português

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Artaud: Linguagem e Vida

Também sua concepção de linguagem evolui para chegar até mesmo à contestação da finalidade conativa dos textos. Ao fim e ao cabo a negação por Artaud da “palavra soprada”, como a batizou Derrida, alheia ao criador porque originada em pré-constituído campo lingüístico, termina levando ao impasse dos textos finais, jorros criativos estilhaçados definidos por glossolalias ou pelos gritos inarticulados de “Para Acabar com o Juízo de Deus”. Longe de se constituir em mergulho numa psicologia individual, a auto-expressão artaudiana liga-se à busca dos “princípios”, espécie de prospecção daexperiência originária do ser humano sufocada pela cultura do Ocidente.

Sílvia Fernanades e J. Guinsburg

Autor: Antonin Artaud

Publicação original: 1970

Editora: Perspectiva

Idioma: Português

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Micropolíticas: Cartografias do desejo

Este livro expõe esse movimento de elaboração coletiva, o diálogo entre esse processo e Guattari e através de Guattari, o diálogo com um processo semelhante que teve lugar na Europa na década anterior e no qual participou intensamente. Apesar das diferenças enquanto aos conceitos e estratégias, o que estas situações tem em comum eram as possibilidades de articular macropolítica e micropolítica, tanto teóricas, como praticamente, de modo que se mostrassem indissociáveis as dinâmicas das forças de resistência e de criação que então se ativavam na construção de novos contornos da realidade. Se tratava de um dos maiores desafios daquelas décadas, depois do desencanto com as experiências do socialismo real.
Suely Rolnik
Autores: Félix Guattari e Suely Rolnik
Publicação original: 1986
Editora: Traficante de Sueños
Idioma: Espanhol
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POTÊNCIA DE NÃO: LINGUAGEM E POLÍTICA EM AGAMBEN

Memorial do Holocausto – Berlim

Se de fato há hoje um sequestro do comum, uma expropriação do comum, ou uma manipulação do comum, sob formas consensuais, unitárias, espetacularizadas, totalizadas, transcendentalizadas, é preciso reconhecer que, ao mesmo tempo e paradoxalmente, tais figurações do ‘comum’ começam a aparecer finalmente naquilo que são, puro espectro. Num outro contexto, Gilles Deleuze lembra que a partir sobretudo da segunda guerra mundial, os clichês começaram a aparecer naquilo que são, meros clichês, os clichês da relação, os clichês do amor, os clichês do povo, os clichês da política ou da revolução, os clichês daquilo que nos liga ao mundo – e é quando eles assim, esvaziados de sua pregnância, se revelaram como clichês, isto é, imagens prontas, pré-fabricadas, esquemas reconhecíveis, meros decalques do empírico, somente então pôde o pensamento liberar-se deles e abrir-se para outras dimensões do comum.

Peter Pál Pelbart

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original: sem data

Site: Rizoma.net

Idioma: Português

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A vertigem por um fio: Políticas da subjetividade contemporânea

Cartografa direções insuspeitas da subjetividade que, desterritorializadas pelo capital, escapam às suas capturas, à “axiomática do próprio capital”, na linguagem de Gilles Deleuze e Félix Guattari, afinidades teóricas do autor. Persegue, assim, o ainda não domado, novos “outramentos”, agenciamentos inusitados do desejo. Sem postular identidades, sonda a vida que, a um fio da vertigem, ex-perimentando-se a si mesma, opõe-se, no seu ácido achado, à “gorda saúde dominante”.
O tema central é a relação entre o tempo e a subjetividade na contemporaneidade, a produção de novas imagens de tempo. Nos estados em que a subjetividade é pura produção desejante, engendram-se novas configurações de tempo que se evidenciam, segundo o autor, sobretudo na literatura, em certa filosofia, ou nos colapsos subjetivos. Em tais estados, de produtividade imprevista, essas imagens, até então enigmas, ganham nitidez inaudita.

Tudo neste livro, que dissolve os limites entre literatura, filosofia e psicanálise, transtorna o leitor. Em A Vertigem por um Fio, Pelbart indicia, em 19 ensaios, políticas da subjetividade, acusando, ao modo sismográfico, gestos gestados, ainda não gessados, de reinvenção da vida. Cartografa direções insuspeitas da subjetividade que, desterritorializadas pelo capital, escapam às suas capturas, à “axiomática do próprio capital”, na linguagem de Gilles Deleuze e Félix Guattari, afinidades teóricas do autor. Persegue, assim, o ainda não domado, novos “outramentos”, agenciamentos inusitados do desejo. Sem postular identidades, sonda a vida que, a um fio da vertigem, ex-perimentando-se a si mesma, opõe-se, no seu ácido achado, à “gorda saúde dominante”. O tema central é a relação entre o tempo e a subjetividade na contemporaneidade, a produção de novas imagens de tempo. Nos estados em que a subjetividade é pura produção desejante, engendram-se novas configurações de tempo que se evidenciam, segundo o autor, sobretudo na literatura, em certa filosofia, ou nos colapsos subjetivos. Em tais estados, de produtividade imprevista, essas imagens, até então enigmas, ganham nitidez inaudita.

Nascimento Fabbrin

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original:2000

Editora: Iluminuras

Idioma: Português

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Introduçāo a uma crítica da geografia urbana

The Naked City, Guy Debord, c.1957

De todos os acontecimentos que participamos, com ou sem interesse, a busca fragmentária de uma nova forma de vida é o único aspecto ainda apaixonante. É necessário desfazer aquelas disciplinas que, como a estética e outras, se revelaram rapidamente insuficientes para essa busca. Deveriam se definir então alguns campos de observação provisórios. E entre eles a observação de certos processos do acaso e do previsível que se dão nas ruas.

Guy Debord

Autor: Guy Debord

Publicação original: 1955

Editora: Casa da Palavra

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/2jJ26vez/Debord_-_Introduo_a_uma_crtica.html

Idioma: Espanhol

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A nau do tempo-rei: sete ensaios sobre o tempo da loucura


A Nave dos Loucos, Hieronymus Bosch, c. 1490 – 1500

Estas falas, embora impregnadas por anos de (con)vivênciaclínica com pacientes ditos psicóticos, visam simplesmente reacendera potência de evocação, de questionamento e de estranhamentoembutidas na loucura. Eis, pois, a molecagemfilosófica que as inspira: a partir das disrupções da loucura,repensar algumas das clausuras nossas (temporais, políticas,estéticas, existenciais).A meio caminho entre a filosofia, a clínica, o manifesto, aliteratura, o género híbrido corre o risco óbvio de desgostar atodos. Aos profissionais do conceito, pelo aspecto ligeiro, aosda transferência e da vida, pelo caráter aleatório ou duvidoso.Teriam um quê de razão, uns e outros, não fosse a circunstânciaparticular de que determinadas experimentações teóricas evitais têm na divagação e na digressão sua matéria-prima. Poisna sua textura mais íntima, mesmo quando atreladas a aparatosacadémicos rigorosos, as experimentações teóricas comportamum quinhão irredutível de ficção.
Peter Pál Pelbart

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original: 1993

Editora: Imago

Idioma: Português

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