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Rolnik, Suely

Subjetividade antropofágica

Tarsila do Amaral, Antropofagia, c. 1928-1929

A inspiração da noção de antropofagia vem da prática dos índios tupis que consistia em devorar seus inimigos, mas não qualquer um, apenas os bravos guerreiros. Ritualizava-se assim uma certa relação com a alteridade: selecionar seus outros em função da potência vital que sua proximidade intensificaria; deixar-se afetar por estes outros desejados a ponto de absorvê-los no corpo, para que partículas de sua virtude se integrassem à química da alma e promovessem seu refinamento.Nos anos 30, a antropofagia ganha no Brasil um sentido que extrapola a literalidade do ato de devoração praticado pelos índios. O assim chamado Movimento Antropofágico extrai e reafirma a fórmula ética da relação com o outro que preside este ritual, para fazê-la migrar para o terreno da cultura. Neste movimento, ganha visibilidade a presença atuante desta fórmula num modo de produção cultural que se pratica no Brasil desde sua fundação.

Suely Rolnik

Autora: Suely Rolnik

Publicação original: 1998

Editora: Fundação Bienal de São Paulo

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/YOlOXY8R/Subjetividade_antropofgica_-_S.html


CARTOGRAFIA ou de como pensar com o corpo vibratil

Francis Bacon, Two figures in the grass, c.1952

O que define, portanto, o perfil do cartógrafo é exclusivamente um tipo de sensibilidade, que ele se propõe fazer prevalecer, na medida do possível, em seu trabalho. O que ele quer é se colocar, sempre que possível, na adjacência das mutações das cartografias, posição que lhe permite acolher o caráter finito e ilimitado do processo de produção da realidade que é o desejo. Para que isso seja possível, ele se utiliza de um “composto híbrido”, feito do seu olho, é claro, mas também, esimultaneamente, de seu corpo vibrátil, pois o que quer é aprender o movimento que surge da tensão fecunda entre fluxo e representação: fluxo de intensidades escapando do plano de organização de territórios, desorientando suas cartografias, desestabilizando suas representações e, por sua vez, representações estacando o fluxo, canalizando as intensidades, dando-lhes sentido.
Suely Rolnik

Autora: Suely Rolnik

Publicação original: 1989

Editora: Estação Liberdade

Idioma: Português

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Micropolíticas: Cartografias do desejo

Este livro expõe esse movimento de elaboração coletiva, o diálogo entre esse processo e Guattari e através de Guattari, o diálogo com um processo semelhante que teve lugar na Europa na década anterior e no qual participou intensamente. Apesar das diferenças enquanto aos conceitos e estratégias, o que estas situações tem em comum eram as possibilidades de articular macropolítica e micropolítica, tanto teóricas, como praticamente, de modo que se mostrassem indissociáveis as dinâmicas das forças de resistência e de criação que então se ativavam na construção de novos contornos da realidade. Se tratava de um dos maiores desafios daquelas décadas, depois do desencanto com as experiências do socialismo real.
Suely Rolnik
Autores: Félix Guattari e Suely Rolnik
Publicação original: 1986
Editora: Traficante de Sueños
Idioma: Espanhol
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