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Pelbart, Peter

Da função política do tédio e da alegria

Salvador Dalí, c. sem data

Qual é um dos motos desse texto? É a idéia, de qualquer modo, é que a existência não basta para dar ao homem a alegria que lhe caberia. Tampouco o mundo se basta. Tudo advém dessa indigência, que nenhum deus pode jamais preencher. Um pouco rapidamente, e de modo expeditivo, vejo nessa idéia como que um horizonte moderno de desencanto, cuja teoria de Schopenhauer desenvolveu com maestria filosófica, e em cujo oco vem alojar-se de maneira compensatória a idéia de prazer, alegria, felicidade. Não é fácil escapar dessa dinâmica, o Nada e o Infinito, a Indigência e a Promessa, a Tortura e o Repouso…

Peter Pál Pelbart

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original: 2003

Editora: EDUFRGS

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/rN1PP5ou/Peter_Pelbart_-_Da_funo_poltic.html


Da clausura do fora ao fora da clausura: Loucura e Desrazão

Esse trabalho parte do pressuposto de que por trás da distinção entre o saber clínico e a valorização estética (que incidem em geral sobre objetos diferentes mas vizinhos— o louco num caso, a loucura no outro) paira uma disjunção maior, histórica, já quase inconcebível para nós — a diferença entre Loucura e Desrazão. É essa diferença a rigor imperceptível entre uma e outra, mas que remete, a meu ver, a dois grandes blocos históricos (cuja comparação desenvolvo nos dois primeiros capítulos, Platão tomado como representante da Grécia antiga,e de uma relação com a Desrazão, em contraste com Hegel, expoente filosófico da Europa alienista e da relação predominante com a Loucura), que esse estudo visa explorar. O encobrimento dessa distinção entre Desrazão e Loucura não é um problema meramente vocabular, nem mesmo só conceitual. Rico em conseqüências, vai de par, por um lado, com a redução da singularidadedes arrazoada a uma questão clínica, e, por outro, no plano do pensamento, a um refluxo da razão em direção à sua insularidade paranóica. Assim, ao pensar essa distinção e o seu ocultamento, trata-se também de questionar essas implicações.

Peter Pál Pelbart

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original: 1989

Editora: Brasiliense

Idioma: Português

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POTÊNCIA DE NÃO: LINGUAGEM E POLÍTICA EM AGAMBEN

Memorial do Holocausto – Berlim

Se de fato há hoje um sequestro do comum, uma expropriação do comum, ou uma manipulação do comum, sob formas consensuais, unitárias, espetacularizadas, totalizadas, transcendentalizadas, é preciso reconhecer que, ao mesmo tempo e paradoxalmente, tais figurações do ‘comum’ começam a aparecer finalmente naquilo que são, puro espectro. Num outro contexto, Gilles Deleuze lembra que a partir sobretudo da segunda guerra mundial, os clichês começaram a aparecer naquilo que são, meros clichês, os clichês da relação, os clichês do amor, os clichês do povo, os clichês da política ou da revolução, os clichês daquilo que nos liga ao mundo – e é quando eles assim, esvaziados de sua pregnância, se revelaram como clichês, isto é, imagens prontas, pré-fabricadas, esquemas reconhecíveis, meros decalques do empírico, somente então pôde o pensamento liberar-se deles e abrir-se para outras dimensões do comum.

Peter Pál Pelbart

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original: sem data

Site: Rizoma.net

Idioma: Português

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A vertigem por um fio: Políticas da subjetividade contemporânea

Cartografa direções insuspeitas da subjetividade que, desterritorializadas pelo capital, escapam às suas capturas, à “axiomática do próprio capital”, na linguagem de Gilles Deleuze e Félix Guattari, afinidades teóricas do autor. Persegue, assim, o ainda não domado, novos “outramentos”, agenciamentos inusitados do desejo. Sem postular identidades, sonda a vida que, a um fio da vertigem, ex-perimentando-se a si mesma, opõe-se, no seu ácido achado, à “gorda saúde dominante”.
O tema central é a relação entre o tempo e a subjetividade na contemporaneidade, a produção de novas imagens de tempo. Nos estados em que a subjetividade é pura produção desejante, engendram-se novas configurações de tempo que se evidenciam, segundo o autor, sobretudo na literatura, em certa filosofia, ou nos colapsos subjetivos. Em tais estados, de produtividade imprevista, essas imagens, até então enigmas, ganham nitidez inaudita.

Tudo neste livro, que dissolve os limites entre literatura, filosofia e psicanálise, transtorna o leitor. Em A Vertigem por um Fio, Pelbart indicia, em 19 ensaios, políticas da subjetividade, acusando, ao modo sismográfico, gestos gestados, ainda não gessados, de reinvenção da vida. Cartografa direções insuspeitas da subjetividade que, desterritorializadas pelo capital, escapam às suas capturas, à “axiomática do próprio capital”, na linguagem de Gilles Deleuze e Félix Guattari, afinidades teóricas do autor. Persegue, assim, o ainda não domado, novos “outramentos”, agenciamentos inusitados do desejo. Sem postular identidades, sonda a vida que, a um fio da vertigem, ex-perimentando-se a si mesma, opõe-se, no seu ácido achado, à “gorda saúde dominante”. O tema central é a relação entre o tempo e a subjetividade na contemporaneidade, a produção de novas imagens de tempo. Nos estados em que a subjetividade é pura produção desejante, engendram-se novas configurações de tempo que se evidenciam, segundo o autor, sobretudo na literatura, em certa filosofia, ou nos colapsos subjetivos. Em tais estados, de produtividade imprevista, essas imagens, até então enigmas, ganham nitidez inaudita.

Nascimento Fabbrin

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original:2000

Editora: Iluminuras

Idioma: Português

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A nau do tempo-rei: sete ensaios sobre o tempo da loucura


A Nave dos Loucos, Hieronymus Bosch, c. 1490 – 1500

Estas falas, embora impregnadas por anos de (con)vivênciaclínica com pacientes ditos psicóticos, visam simplesmente reacendera potência de evocação, de questionamento e de estranhamentoembutidas na loucura. Eis, pois, a molecagemfilosófica que as inspira: a partir das disrupções da loucura,repensar algumas das clausuras nossas (temporais, políticas,estéticas, existenciais).A meio caminho entre a filosofia, a clínica, o manifesto, aliteratura, o género híbrido corre o risco óbvio de desgostar atodos. Aos profissionais do conceito, pelo aspecto ligeiro, aosda transferência e da vida, pelo caráter aleatório ou duvidoso.Teriam um quê de razão, uns e outros, não fosse a circunstânciaparticular de que determinadas experimentações teóricas evitais têm na divagação e na digressão sua matéria-prima. Poisna sua textura mais íntima, mesmo quando atreladas a aparatosacadémicos rigorosos, as experimentações teóricas comportamum quinhão irredutível de ficção.
Peter Pál Pelbart

Autor: Peter Pál Pelbart

Publicação original: 1993

Editora: Imago

Idioma: Português

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