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Guattari, Félix

O que é a Filosofia?

Talvez só possamos colocar a questão O que é a filosofia? tardiamente, quando chega a velhice, e ahora de falar concretamente. De fato, a bibliografia é muito magra. Esta é uma questão que enfrentamosnuma agitação discreta, à meia-noite, quando nada mais resta a perguntar. Antigamente nós a formulávamos,não deixávamos de formulá-la, mas de maneira muito indireta ou oblíqua, demasiadamente artificial, abstratademais; expúnhamos a questão, mas dominando-a pela rama, sem deixar-nos engolir por ela. Nãoestávamos suficientemente sóbrios. Tínhamos muita vontade de fazer filosofia, não nos perguntávamos o queela era, salvo por exercício de estilo; não tínhamos atingido este ponto de não-estilo em que se pode dizerenfim: mas o que é isso que fiz toda a minha vida? Há casos em que a velhice dá, não uma eterna juventudemas, ao contrário, uma soberana liberdade, uma necessidade pura em que se desfruta de um momento degraça entre a vida e a morte, e em que todas as peças da máquina se combinam para enviar ao porvir umtraço que atravesse as eras…

Gilles Deleuze e Félix Guattari

Autor: Gilles Deleuze e Félix Guattari

Publicação original: 1991

Editora: 34

Idioma: Português

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Micropolíticas: Cartografias do desejo

Este livro expõe esse movimento de elaboração coletiva, o diálogo entre esse processo e Guattari e através de Guattari, o diálogo com um processo semelhante que teve lugar na Europa na década anterior e no qual participou intensamente. Apesar das diferenças enquanto aos conceitos e estratégias, o que estas situações tem em comum eram as possibilidades de articular macropolítica e micropolítica, tanto teóricas, como praticamente, de modo que se mostrassem indissociáveis as dinâmicas das forças de resistência e de criação que então se ativavam na construção de novos contornos da realidade. Se tratava de um dos maiores desafios daquelas décadas, depois do desencanto com as experiências do socialismo real.
Suely Rolnik
Autores: Félix Guattari e Suely Rolnik
Publicação original: 1986
Editora: Traficante de Sueños
Idioma: Espanhol
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As Três Ecologias

O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre oplaneta, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e do considerável crescimento demográfico. Em virtude do contínuodesenvolvimento do trabalho maquínico, redobrado pela revolução informática, as forças produtivas vão tornar disponível uma quantidadecada vez maior do tempo de atividade humana potencial. Mas com quefinalidade? A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, daociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa,da reinvenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade?
Félix Guatarri
Autor: Félix Guattari
Publicação original:1989
Editora: Papirus
Idioma: Francês
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Devir criança, malandro, bicha

Francis Bacon, Figura com braço levantado, c.1949

Mas durante esse tempo, enquanto se gira em torno de tais questões, há devires que operam em silêncio, que são quase imperceptíveis. Pensa-se demais em termos de história, pessoal ou universal. Os devires são geografia, são orientações, direções, entradas e saídas. Há um devir-mulher que não se confunde com as mulheres, com seu passado e seu futuro, e é preciso que as mulheres entrem nesse devir para sair de seu passado e de seu futuro, de sua história. Há um devir-revolucionário que não é a mesma coisa que o futuro da revolução, e que não passa inevitavelmente pelos militantes. Há um devir-filósofo que não tem nada a ver com a história da filosofia e passa, antes, por aqueles que a história da filosofia não consegue classificar.

Gilles Deleuze

Autor: Félix Guattari

Publicação original: 1984

Editora: Brasiliense

Idioma:Português

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Caosmose

Na perspectiva que é a minha e que consiste em fazer transitar as ciências humanas e as ciências sociais de paradigmas cientificistas para paradigmas ético-estéticos, a questão não é mais a de saber se o inconsciente freudiano ou o inconsciente lacaniano fornecem uma resposta científica aos problemas da psique. Esses modelos só serão considerados a título de produção de subjetividade entre outros, inseparáveis dos dispositivos técnicos e institucionais que os promovem e de seu impacto sobre a psiquiatria, o ensino universitário, os mass mídia… De uma maneira mais geral, dever-se-á que admitir  que cada indivíduo, cada grupo social veicula seu próprio sistema de modelização da subjetividade, quer dizer, uma certa cartografia feita de demarcações cognitivas, mas também míticas, rituais, sintomatológicas, a partir da qual ele se posiciona em relação aos seus afetos, suas angústias e tenta gerir suas inibições e pulsões.

Félix Guattari

Autor: Félix Guattari

Publicação original: 1992

Editora: Editora 34

Idioma: Português

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Sobre o Capitalismo e o desejo (Entrevista)

Boy with Machine, Richard Linder, c. 1954

Entrevista com Deleuze e Guattari após  ter passado um ano da publicação do Anti-Édipo, onde conversam sobre as questões do aparelho capitalista e a produção desejante, a racionalização da sociedade pelo mecanismo produtivo-econômico, o controle e fluxos outros.

Autores: Deleuze e Guattari

Publicação original: 1973

Editora: Editorial Pre-textos

Idioma: Espanhol

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Deleuze e Guattari – Sobre o Capitalismo e o Desejo (Entrevista – Espanhol)


Kafka: Por uma literatura menor

Sendo um dos escritores do século XX que atingiu efetiva repercurssão tanto entre o público leitor quanto entre os estudiosos, estando estes empenhados numa constante investigação de sua obra – obra sob todos os aspectos capital -, qual a primeira reação diante do título deste livro escrito por Gilles Deleuze e Félix Guattari? Uma reação de espanto, mas a que não pode deixar de seguir a constatação de que o livro constitui verdadeira provocação. Contudo, não há aí qualquer gratuidade. O possível equívoco é imediatamente destruído no intitulado: “O que é uma literatura menor” Deleuze e Guattari explicitam a resposta esperada da maneira mais inequívoca possível: “Vale dizer que o ‘menor’ não qualificam mais certas literaturas, mas as condições revolucionárias de toda literatura no seio daquela que chamamos de grande (ou estabelecida). Mesmo aquele que tem a infelicidade de nascer no país de uma grande literatura, deve escrever em sua língua, como um judeu tcheco que escreve em alemão, ou como o=um usbesque que escreve em russo. Escrever como um cão que faz seu buraco, como um rato que faz a sua toca. E, para isso, encontrar o seu próprio ponto de subdesenvolvimento, seu próprio patoá, seu próprio terceiro mundo, seu próprio deserto”. Pouco mais adiante, os autores deixam claros alguns dos problemas que constituem, ou ainda não a conhecem, e conhecem mal a língua maior que são obrigados a se servir? Problemas dos imigrados, e sobretudo de seus filhos. Problemas das minorias. Problema de uma literatura menor, mas também para todos nós: como arrancar de sua língua uma literatura menor, capaz de escavar uma linguagem e fazê-la seguir por uma linha revolucionária sóbria? Como tornar-se o nômade e o imigrante e o cigano de sua própria língua? Fica evidente que o termo “menor” empregado por Deleuze e Guattari, está ausente a conotação valorativa que comumente lhe é atribuída. Kafka, Joyce, Beckett, Céline são alinhados dentro de uma mesma perspectiva: autores de literatura menor, já que autores de obras revolucionárias em relação à grande literatura, à literatura estabelecida. Sem evitar o aparente paradoxo, pode-se dizer, a grandeza desses autores está justamente no fato de terem criado uma literatura menor, de não terem descansado dentro da linguagem imposta pelos sistema dominantes.

E a partir desse enfoque os autores desenvolvem seu trabalho: destruir o mito kafkiano. À menção simples do nome Kafka, associam-se de imediato idéias de absurdo, obsessão, lei implacável, culpa onipresente, terror, impotência, neurose etc. Deleuze e Guattari, por sua vez, apresentam Kafka como o autor cômico e alegre do ponto de vista do desejo, como o autor mais político e social do ponto de vista do enunciado. Um Kafka voltado diretamente para questões sociais, políticas e históricas. O Kafka que as interpretações psicanalíticas tendem a obscurecer.

Essa releitura da obra kafkiana – que vem a ser um exame das relações que entre si mantêm o poder e o desejo, o individual e  o coletivo, o latente e o manifesto – se verifica, em plano mais abrangente, como relevante contribuição para a questão da função da crítica da literatura, na medida que seu horizonte nunca está ausente a noção de que “uma literatura não é a de uma língua menor, mas antes a que uma minoria faz em uma língua maior”.

Julio Castañon Guimarães

Autores: Gilles Deleuze e Félix Guattari

Publicação original: 1975

Editora: Imago

Idioma: Português

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Idioma: Espanhol

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http://www.4shared.com/document/Uc6wkTis/Deleuze_e_Guattari_-_Kafka_Por.html

Idioma: Francês

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O Anti-Édipo: Capitalismo e Esquizofrenia – Tomo I

O Anti-Édipo mostra, pra começar, a extensão do terreno ocupado. Porém, ele faz
muito mais. Ele não se dissipa na difamação dos velhos ídolos, mesmo se divertindo muito
com Freud. E, sobretudo, nos incita a ir mais longe.
Seria um erro ler o Anti-Édipo como a nova referência teórica (vocês sabem, essa
famosa teoria que se nos costuma anunciar: essa que vai englobar tudo, essa que é
absolutamente totalizante e tranquilizadora, essa, nos afirmam, “que tanto precisamos”
nesta época de dispersão e de especialização, onde a “esperança” desapareceu). Não é
preciso buscar uma “filosofia” nesta extraordinária profusão de novas noções e de
conceitos-surpresa. O Anti-Édipo não é um Hegel pomposo. Penso que a melhor maneira
de ler o Anti-Édipo é abordá-lo como uma “arte”, no sentido em que se fala de “arte
erótica”, por exemplo. Apoiando-se sobre noções aparentemente abstratas de
multiplicidades, de fluxo, de dispositivos e de acoplamentos, a análise da relação do desejo
com a realidade e com a “máquina” capitalista contribui para responder a questões
concretas.
Michel Foucault
Autores: Gilles Deleuze e Félix Guattari
Publicação original: 1972
Editora: Assírio & Alvim
Idioma: Português:
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Idioma: Inglês
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Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia – Tomo II

Seqüência às teses de O anti-Édipo, contendo todos os componentes de um tratado de filosofia clássica – ontologia, física, lógica, psicologia, moral, política e estética.

Autores: Gilles Deleuze e Félix Guattari.

Publicação original: 1980

Editora: 34

Idioma: Português

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Mil Platôs vol.1:

http://www.4shared.com/document/E2Z4KpH4/Gilles_Deleuze__Flix_Guattari_.html

Mil Platôs vol.2:

http://www.4shared.com/document/964U1S-m/Gilles_Deleuze__Flix_Guattari_.html

Mil Platôs vol.3:

http://www.4shared.com/document/lNzs-Khp/Gilles_Deleuze__Flix_Guattari_.html

Mil Platôs vol.4:

http://www.4shared.com/document/EHBeCfKw/Gilles_Deleuze__Felix_Guattari.html

Mil Platôs vol.5:

http://www.4shared.com/document/jK0G7KAo/Gilles_Deleuze__Felix_Guattari.html

Idioma: Francês

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Revolução Molecular: Pulsações Políticas do Desejo

Este Livro é uma coletânea de textos de Felix Guattari: analista/político/teórico. O movimento das minorias, a autogestão dos hospitais, a atuação das gangues nos subúrbios nova-iorquinos, as rádios-livres, os partidos políticos, a psicanálise e suas metamorfoses, são alguns dos assuntos aqui tratados audaz e modernamente por seu livre-pensar.

Autor: Félix Guattari

Publicação original: 1984

Idioma: Português

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http://ifile.it/1v5uo73

Idioma: Español

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