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Deleuze, Gilles

Gilles Deleuze – Una vida filosófica

Rizoma

Conferências sobre o filósofo francês Gilles Deleuze realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1996 pelo Colégio Internacional de Estudos Filosóficos Transdisciplinares. Um conjunto de contribuições de campos disciplinares diversos e contextos culturais e filosóficos contrastantes, que têm em comum a profunda simpatia intelectual de seus autores pela obra filosófica de Deleuze.

Autor: Eric Alliez

Publicação Original: Conferências sobre o filósofo francês Gilles Deleuze realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo em 1996 pelo Colégio Internacional de Estudos Filosóficos Transdisciplinares. Um conjunto de contribuições de campos disciplinares diversos e contextos culturais e filosóficos contrastantes, que têm em comum a profunda simpatia intelectual de seus autores pela obra filosófica de Deleuze.

Idioma: Espanhol

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O Abecedário de Gilles Deleuze – Integral

Claire Parnet



O Abecedário de Gilles Deleuze é uma realização de Pierre-André Boutang, produzido pelas Éditions Montparnasse, Paris. No Brasil, foi divulgado pela TV Escola, Ministério da Educação. Tradução e Legendas: Raccord [com modificações].

A série de entrevistas, feita por Claire Parnet (foto acima), foi filmada nos anos 1988-1989. Como diz Deleuze no início da entrevista, o acordo era de que o filme só seria apresentado após sua morte. O filme acabou sendo apresentado, entretanto, com o consentimento de Deleuze, entre novembro de 1994 e maio de 1995, no canal (franco-alemão) de TV Arte.

Deleuze suicidou em 4 de novembro de 1995. A primeira fala de Claire Parnet foi feita na ocasião da apresentação (1994-1995), enquanto que a totalidade da entrevista de Deleuze é da época da filmagem (1988-1989).

Autor: Claire Parnet

Edição Original: 1989

Idioma: Português

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O que é a Filosofia?

Talvez só possamos colocar a questão O que é a filosofia? tardiamente, quando chega a velhice, e ahora de falar concretamente. De fato, a bibliografia é muito magra. Esta é uma questão que enfrentamosnuma agitação discreta, à meia-noite, quando nada mais resta a perguntar. Antigamente nós a formulávamos,não deixávamos de formulá-la, mas de maneira muito indireta ou oblíqua, demasiadamente artificial, abstratademais; expúnhamos a questão, mas dominando-a pela rama, sem deixar-nos engolir por ela. Nãoestávamos suficientemente sóbrios. Tínhamos muita vontade de fazer filosofia, não nos perguntávamos o queela era, salvo por exercício de estilo; não tínhamos atingido este ponto de não-estilo em que se pode dizerenfim: mas o que é isso que fiz toda a minha vida? Há casos em que a velhice dá, não uma eterna juventudemas, ao contrário, uma soberana liberdade, uma necessidade pura em que se desfruta de um momento degraça entre a vida e a morte, e em que todas as peças da máquina se combinam para enviar ao porvir umtraço que atravesse as eras…

Gilles Deleuze e Félix Guattari

Autor: Gilles Deleuze e Félix Guattari

Publicação original: 1991

Editora: 34

Idioma: Português

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A Ilha Deserta e Outros Textos

“Nós somos desertos, mas povoados de tribos, de faunas e floras. Passamos nosso tempo a arrumar essas tribos, a dispô-las de outro modo, a eliminar algumas delas, a fazer prosperar outras. E todos estes povoados, todas essas multidões não impedem o deserto, que a nossa própria ascese; ao contrário, elas o habitam, passam por ele, sobre ele ( o deserto a experimentação sobre si mesmo é nossa única identidade, nossa única chance para todas as combinações que nos habitam …)”

Gilles Deleuze

Autor: Gilles Deleuze

Publicação original: 2002

Editora: Iluminuras

Idioma: Português

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Platão e o Simulacro

Paul Klee, Highway and Byways c.1929

Quando Deleuze escrevera Platão e o Simulacro, publicado originalmente no ano de 1967 e, depois, em 1969 como apêndice a Lógica do Sentido intitulado “Os simulacros e a filosofia antiga”, buscava reconstituir o projeto nietzscheano de provocar a “reversão do platonismo”. Não por acaso, 1968 foi o ano em que Deleuze publicara um trabalho que marcou, segundo ele, o momento em que deixou de fazer história da filosofia e passou a fazer, propriamente, filosofia: Diferença e Repetição, em que o filósofo também toca o projeto nietzscheano – aliás, o livro todo é atravessado por ele, bem como por uma forte influência de Henri Bergson.
Naquele texto sobre Platão, Deleuze pergunta-se o que significaria “reverter o platonismo”. A dialética platônica não é marcada pela contradição, mas pela rivalidade (amphisbetesis), e se vai operá-la a fim de, por intermédio de uma série “fundamento, objeto da pretensão e pretendente”, separar muito bem essências e aparências, o inteligível e o sensível, a Idéia e a imagem, o original e a cópia, o modelo e o simulacro.  É aí que Platão dividiria em dois o domínio das imagens-ídolos: de um lado, selecionando-as como bons pretendentes, pois revestidos de semelhança, bem fundamentadas, as cópias-ícones; de outro lado, signos de objetos mergulhados em dessemelhança, os simulacros-fantasmas, maus pretendentes.
A semelhança, porém, como Deleuze adverte, não constitui uma relação exterior; pelo contrário, o pretendente conforma-se ao objeto pretendido na medida em que se modela sobre a Idéia. A cópia, pois, será a fiel reprodução da Idéia sobre a qual se sustenta. Já o simulacro não passa pela Idéia, mas pretende o que quer que seja graças a uma pretensão não fundada, a recobrir uma dessemelhança e um desequilíbrio interno. Pois bem. Cópia e simulacro, definitivamente, são imagens. A diferença é que a cópia constitui uma imagem dotada de semelhança, enquanto o simulacro, uma imagem ausente de semelhança. Deleuze, por isso, observa que “O simulacro é construído sobre uma disparidade, sobre uma diferença, sobre uma dissimilitude”.  Essa é a razão pela qual não se pode definir o simulacro referenciado-o pelo modelo, pois ele não o pretende; pelo contrário, destoando infinitamente, o simulacro não deriva do modelo do mesmo, mas de um modelo do outro; sua dessemelhança interiorizada constitui um modelo outro, incluindo, mesmo, o ângulo do observador, integrando-o ao próprio simulacro.
É negativizando o simulacro como a cópia improdutiva, inservível, que o platonismo, segundo Deleuze, instaura, finalmente, o domínio que a filosofia, a partir de então, reconhecerá como seu: “o domínio da representação preenchido pelas cópias-ícones e definida não em relação extrínseca a um objeto, mas numa relação intrínseca ao modelo ou fundamento”.  O platonismo, em Deleuze, como em Nietzsche, significará fazer da filosofia um território do mesmo ou do semelhante, buscando limitar, tanto quanto viável, os devires do simulacro e, “para essa parte que permanece rebelde, recalcá-la o mais profundo possível, encerrá-la numa caverna no fundo do Oceano (…)”.
Apenas com o Cristianismo é que haverá um deslocamento muito sensível: não se tratará mais de fundar a representação, com limites, finita; muito mais, o problema estará em fazê-la valer também para o ilimitado, estará em torná-la ao mesmo tempo infinita e infinitesimal, “abrindo-se sobre o Ser além dos gêneros maiores e sobre o singular aquém das menores espécies”.  Esse é o mundo das representações, aquele que nos convida a pensar a diferença a partir de uma semelhança ou de uma identidade preliminar. O mundo dos simulacros, diz Deleuze, nos convida “a pensar a similitude e mesmo a identidade como produto de uma disparidade de fundo”.  Se, como vimos, o simulacro já não se referencia pelo modelo do qual teria desviado originalmente, basta “que a disparidade constituinte seja julgada nela mesma”, sem referência ou reporte a uma identidade anterior, preliminar ou pré-constituída.
O simulacro não será mais uma cópia infinitamente degradada, como quisera Platão; não será mais degradada, pois jamais fora cópia. Ele encerra singularidade, diferença, acontecimento e, portanto, nas palavras de Deleuze, encerra também uma “potência positiva que nega tanto o original quanto a cópia, tanto o modelo como a reprodução”;  seu nome não é menos que o real, na medida em que é o real em sua multiplicidade. Nenhum modelo, nem mesmo outro, resistirá à sua vertigem, pois simulacro é radical diferença, e na medida em que nega tanto o modelo quanto a cópia, não mais será passível de hierarquização na ordem de pretendentes de Platão. Eis a reversão nietzscheana do platonismo: quando emergem os simulacros, quando se entrevê, atrás de cada caverna, “um mundo mais amplo, mais rico, mais estranho além da superfície, um abismo atrás de cada chão, cada razão, por baixo de toda ‘fundamentação’”.  Mais e mais profundo, mas não por isso fora ou além da imanência: o mais profundo, dizia Valéry, é a pele. Como o eterno retorno nietzscheano,  não constitui um novo fundamento, nem um novo modelo: alegremente, positivamente, o simulacro como diferença em si, como pura imanência, engole todo modelo e todo fundamento, e com eles todos os objetos transcendentes.
Embora anos mais tarde Deleuze fosse abandonar a palavra “simulacro” – ao menos, é o que afirmava no ano de 1990, na Lettre-préfaceVariationsla philosophie de Gilles Deleuze, livro de Jean-Clet Martin dedicado à filosofia de Deleuze (“il me semble que j’ai tout a fait abandonné la notion de simulacre, qui ne vaut pas grand-chose”), “simulacro”, “diferença” e “multiplicidade” constituem diferentes instantes poéticos de uma só e mesma heterogênese: a única voz do ser, que se diz apenas da diferença; numa palavra: a imanência. O conceito, como a criação que se põe num plano de imanência (corte e crivo que age a partir do caos), também comporta zonas intensas de variação.
por Murilo Duarte Costa Corrêa em:

Autor: Gilles Deleuze
Publicação Original:1969
Editora: Editora 34
Idioma: Português
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Nietzsche e a Filosofia


Ariadne e a pantera, Johann Heinrich Dannecker, c. 1812

O sentido enquanto conceito filosófico

Todos, temos a mania de estabelecer conceitos e valores no que vimos, sentimos e vivenciamos em nosso dia-a-dia. O que não conseguimos, no entanto, é perceber que a sensação do valor que estabelecemospara os comportamentos, objetos ou situações pelas quais somos assediados diariamente podem estar carregados de pressuposições, às vezes até, não nossas. Isso pode ser explicável a partir do momento que aceitarmos que para qualquer fato, pensamento ou situação for admitida a possibilidade dessacoisa já ser possuidora de uma força originária de si própria, aceitando-se de que o sentido dessa coisa, está em quetodo objeto, pensamento ou ação é possuidor de força naturalmente,e portanto uma força dominante, mas sobre a qual outra dominação é exercida.
O que será possível desmistificar que ação ou reação de uma força estabelecida não é mero sintoma, mas sim, uma demonstração de força incorporada no objeto. Com isso se torna inadimissível supor que determinado acontecimento é reflexo de forças externas… é preciso conceber o sentido das forças e demonstrações que naquele momentoestão expostas ao julgamento, não como um processo construído e originado em outros setores alheios ao alí existentes. A idéia geradora desse tipo de pensamento está muito arraigada entre nós, pela pega da religiosidade com a admissão do bem e do mal, do certo e do errado, formando em tudo uma dicotomia opositora, que em verdade não deve ser vista como oposição, mas isto sim, como uma situação a ser percebida como diferenciada. Basta apenas que coloquemos nossa visão, não como instrumento julgador, mas simavaliador, para aí então podermos diferenciar tais nuances de maneira imparcial e capaz de perceber ser impossível conhecer osentido de alguma coisa, sem que primeiro saibamosqual a força dominante sobre o objeto naquele momento.
Falamos em força, mas o que seria a força? diriam muitos. São variadíssimos os conceitos entre os pensadores filosóficos, mas estamosnos identificando mesmo que, tênuemnente com o que podemos chamar de existencialismo, ou seja, que a força nada mais é do que a estabelecida pela realidade vivida pelos indivíduos em seus segmentos sociais: Toda força então é apropriação, exploração de uma parte dessa realidade. Assim, podemos perceber que as expressões de forças se apropriam na natureza e que essa natureza em seus aspectos diversos tem uma história construída através de uma sucessão de forças que lutam entre sí para dela se apoderar. A história de uma coisa é então a variação dos sentidos ou mesmo, a alternância dos fenômenos de dominação mais ou menos violentos. O sentido de uma coisa. muito singularmente defendido é uma questão do olhar, do avaliar e do sentir, com uma proposição de que o sentido de algo está em que, toda subjugação ou dominação, equivale simplesmente a uma interpretação nova.

Thadeu Ximenes

Autor: Gilles Deleuze

Publicação Original: 1962

Idioma: Português

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Cinema II: Imagem-Tempo

“Em suma, se houvesse um cinema político moderno, seria sobre a seguinte base: o povo já não existe, ou ainda não existe… o povo está faltando.” (DELEUZE, Gilles. A Imagem-Tempo. São Paulo: Brasiliense, 1990, p. 258-259)

“É preciso que a arte, particularmente a arte cinematográfica, participe dessa tarefa: não dirigir-se a um povo suposto, já presente, mas contribuir para a invenção de um povo.”(DELEUZE, Gilles. A Imagem-Tempo. São Paulo: Brasiliense, 1990, p. 259)

“Há uma segunda diferença entre o cinema político clássico e o moderno, que se refere à relação político-privado.” (DELEUZE, Gilles. A Imagem-Tempo. São Paulo: Brasiliense, 1990, p.260)

“É desse modo que a obra de Glauber Rocha, os mitos do povo, o profetismo e o banditismo, são o avesso arcaico da violência capitalista, como se o povo voltasse e duplicasse contra si mesmo, numa necessidade de adoração, a violência que sofre da outra parte (Deus e o Diabo na Terra do sol). A tomada de consciência é desqualificada, seja porque se dá num vazio, como no caso do intelectual, seja porque está comprimida num vão, como em Antônio das Mortes, capaz tão-somente de captar a justaposição das duas violências e a continuação de uma na outra.”(DELEUZE, Gilles. A Imagem-Tempo. São Paulo: Brasiliense, 1990, p. 261)

Gilles Deleuze

Autor: Gilles Deleuze

Publicação original: 1985

Editora: Brasiliense

Idioma: Português
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Idioma: Espanhol

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Cinema I: Imagem-Movimento

Este estudo não é uma história do cinema. É uma taxionomia, uma tentativa de classificação das imagens e dos signos. Mas este primeiro volume deve contentar-se em determinar os elementos, e apenas os elementos, de uma única parte da classificação.

Referimo-nos amiúde ao lógico americano Peirce (1839-1914), porque ele estabeleceu sem dúvida a mais completa e a mais variada classificação geral das imagens e dos signos. Trata-se de uma classificação como a de Lineu em história natural, ou, melhor ainda, como uma tabela de Mendeleiev em química. O cinema impõe novos pontos de vista sobre este problema.

Uma outra confrontação faz-se necessária. Em 1896 Bergson escrevia Matière et Mémoire: era o diagnóstico de uma crise da psicologia. Não se podia mais opor o movimento, como realidade física no mundo exterior, à imagem, como realidade física no mundo exterior, à imagem, como realidade psíquica na consciência. A descoberta bergsoniana de uma imagem-movimento, e, mais profundamente, de uma imagem-tempo, conserva ainda hoje tal riqueza que talvez dela não se tenham extraído todas as conseqüências. Apesar da crítica muito sumária que Bergson um pouco mais tarde fará do cinema, nada pode impedir a conjunção da imagemmovimento, tal como ele a concebe, com a imagem cinematográfica. Nesta primeira parte tratamos da imagem-movimento e de suas variedades. A imagem-tempo será objeto de uma segunda parte. Os grandes autores de cinema nos pareceram confrontáveis não apenas com pintores, arquitetos, músicos, mas também com pensadores. Eles pensam com imagens-movimento e com imagenstempo, em vez de conceitos. A enorme proporção de nulidade na produção cinematográfica não constitui uma objeção: ela não é pior que em outros setores, embora tenha conseqüências econômicas e industriais incomparáveis. Os grandes autores de cinema são, assim, apenas mais vulneráveis; é infinitamente mais fácil impedi-los de realizar sua obra. A história do cinema é um vasto martirológio. O cinema não deixa, por isso, de fazer parte da história da arte e do pensamento, sob as formas autônomas insubstituíveis que esses autores foram capazes de inventar e, apesar de tudo, de fazer passar. Não apresentamos nenhuma reprodução que viria ilustrar nosso texto, pois é nosso texto, ao contrário, que gostaria de ser apenas uma ilustração de grandes filmes de que cada um de nós guarda, em maior ou menor grau, a lembrança, a emoção ou a percepção.

Gilles Deleuze

Autor: Gilles Deleuze

Publicação original: 1983

Editora: Brasiliense

Idioma: Português

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Idioma: Espanhol

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Idioma: Inglês

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Diferença e Repetição

A partir de uma tese paradoxal – o grau máximo da diferença é o que existe na repetição de algo idêntico -, Deleuze começa por fazer explodir a equivalência, aparentemente óbvia, entre pensar e reconhecer algo num conceito. Desde Platão e Aristóteles até às teorias da referência de Russell, Quine ou Kripke, confunde-se o conceito de diferença com uma diferença simplesmente conceptual. Duas coisas só são diferentes se forem expressas por conceitos diferentes. Caso contrário, são repetições de um mesmo conceito. Correlativamente, a repetição só pode ser definida como uma diferença sem conceito. Só há repetição se dois entes ou dois acontecimentos idênticos naquilo que neles é representado forem distintos numericamente no tempo. Deste modo, tanto a diferença como a repetição dependem da identidade de algo – de uma singularidade na coisa, de uma representação num conceito. O acto de pensar seria esse jogo de espelhos entre o conceito e a pluralidade das suas referências, entre o idêntico e a multiplicidade das suas repetições.

Nuno Nabais

Autor: Gilles Deleuze

Publicação Original: 1968

Editora: Graal

Idioma: Português

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Desejo e Prazer

Gustav Klimt, Fulfillment, c.1909

A
Uma das teses essenciais de Vigiar e Punir – dizia respeito aos dispositivos de poder. Ela me parecia essencial sob três aspectos:
1) Em si mesma e em relação a certo esquerdismo, notei a profunda novidade política dessa concepção de poder, por oposição a toda teoria do estado.
2) Em relação a Michel, ela era essencial, pois lhe permitia ultrapassar a dualidade das formações discursivas e das formações não-discursivas, que subsistia em A Arqueologia do Saber, e explicar como os dois tipos de formações se distribuíam ou se articulavam segmento por segmento (sem que um fosse reduzido ao outro, sem que fossem levados a se assemelharem etc.). Não se tratava de suprimir a distinção, mas de encontrar uma razão de suas relações.
3) Ela era também essencial graças a uma conseqüência precisa: os dispositivos de poder não procediam por repressão e nem por ideologia. Havia, portanto, ruptura com uma alternativa que era mais ou menos aceita por todo mundo. Em vez de repressão ou ideologia, VP formava um conceito de normalização e de disciplinas…
Gilles Deleuze
Autor: Gilles Deleuze

Publicação Original: 1994

Editora: Magazine Littéraire

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/PlwxKmdi/Deleuze_-_Desejo_e_Prazer.html

Idioma: Francês

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