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Certeau, Michel

A Escrita da história

Se, há quatro séculos, todo empreendimento científico tem como características a produção de artefatos lingüísticos autônomos (línguas e discursos “próprios”) e sua capacidade de transformar as coisas e os corpos dos quais se distinguiram (uma reforma ou revolução do mundo envolvente segundo a lei do texto), a escrita da história remete a uma história “moderna” da escrita. Na verdade, este livro foi inicialmente concebido como uma série- de estudos destinados -a marcar etapas cronológicas dessa prática: no século XVI, a organização “etnográfica” da escrita na sua relação com a oralidade “selvagem”, “primitiva”, “tradicional”, ou “popular” que ela constitui como seu outro (terceira parte deste livro); nos séculos XVII e XVIII, a transformação das Escritas cristãs, legibilidade de um cosmos religioso, em “representações” puras ou em “superstições” marginalizadas por um sistema ético e técnico das práticas capazes de construir uma história humana (segunda parte); no limiar do século XX, o retomo da alteridade reprimida graças à prática escriturária de Freud (quarta parte); finalmente, o sistema atual da “indústria” historiográfica,3 que articula um lugar sócio-econômico de produção, as regras científicas de um domínio, e a construção de um relato ou texto (primeira parte). A estes estudos se acrescenta aquele que concerne, em fins do século XVIII, à luta de uma racionalidade escriturária – “esclarecida”, revolucionária e jacobina – contra as flutuações idiomáticas das oralidades regionalizantes.

Michel de Certeau

Autor: Michel de Certeau

Publicação original: 1975

Editora: Forense Universitária

Idioma: Português

Link para download:

http://www.4shared.com/document/S1PVuAjJ/Michel_de_Certeau_-_A_Escrita_.html

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A Invenção do Cotidiano

A razão técnica acredtia que sabe como organizar do melhor modo possível pessoas e coisas, a cada um atribuindo um lugar, um papel e produtos a consumir. Mas o homem ordinário escapa silenciosamente a essa conformação.

Ele inventa o cotidiano, graças às artes de fazer, astúcias sutis, táticas de resisteência pelas quais ele altera os objetos e os códigos, se reapropria do espaço e do uso a seu jeito.

Voltas e atalhos, maneiras de dar golpes, astúcias de caçadores, mobilidades, histórias e jogos de palavras, mil práticas inventivas provam, a quem tem olhos para ver, que a multidão sem qualidades não é obediente e passiva, mas abre o próprio caminho no uso dos produtos impostos, numa ampla liberdade em que cada um procura viver do melhor modo possível a ordem social e a violência das coisas.

Michel de Certeau, há mais de 10 anos, foi o primeiro a recuperar as astúcias anônimas das artes de fazer, esta arte de viver a sociedade de consumo.

Tornando-se logo clássicas, suas análises pioneiras inspiram muitos historiadores, filósofos e sociólogos.

Michel de Certeau pensador francês, nasceu em Chambery, em maio de 1925. Inteligência brilhante e não conformista, alimentou milhares de curiosidades, com sólida formação em Filosofia, Letras Clássicas, História e Teologia. Pesquisador da história dos textos místicos desde a Renascênça até a era clássica, interessa-se não só pelos métodos da Antropologia e da Lingüística, como tam´bem pela Psicanálise.

Autor: Michel de Certeau

Publicação original: 1990

Edição: Vozes

Idioma: Português

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Michel de Certeau – A Invenção do cotidiano