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Agamben, Giorgio

Entrevista a Giorgio Agamben

Encontramos Giorgio Agamben depois de ter visto em Trieste, que são na realidade os chamados eufemísticamente “centros de permanência temporária”. O cenário do Centro de Trieste é paradigmático: o Campo se encontra no interior de Puerto Viejo, em uma zona franca, em uma área não afetada pela aduana e, além disso, semi-abandonada. Alí se encontram reclusos, no interior de um recintro circundado por arame farpado, barreiras, bares, em condições inaceitáveis, inclusive de um ponto de vista material, mais de trinta imigrantes surpriendidos sem a permissão de estadia. Em si mesmo, o número é pequeno, mas existem outros centros similares nesta zona, onde a afluência dos chamados “clandestinos” é muito maior. Entrevistamos Giorgio Agamben com o convencimiento de que únicamente as categorias que desdobram a fundo em Homo Sacer e O que resta de Auschwitz nos permitem entender o que está se suscedendo no “espaço de exceção” constituído por estes centros.

Daniel Link

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 2001

Editora: Sem editora

Idioma: Espanhol

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Agamben – Entrevista a Giorgio Agamben (Espanhol)

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Idéia da Prosa

Idéia da Prosa traz no próprio título o seu programa: o de uma indistinção de fundo entre uma idéia de linguagem e uma idéia de Idéia, ou de pensar. Importa, por isso, começar a perguntar que escrita é esta. Porque escrita (écriture) é o que os textos são, não literatura nem filosofia convencional. A questão sobre a forma da escrita é desde logo essencial, porque ela é indissociável do que se diz, e mais ainda do que, nestes ensaios-fragmentos, é da ordem do não-dito. Aspecto central da nossa relação com o texto de Agamben é também a percepção da natureza herética de uma linguagem filosófica que na linha do postulado wittgensteiniano da unidade da ética e da estética, se move na esfera de uma consciência da precariedade sobre a qual se funda toda a observação que se tem ainda algo do “espanto” antigo frente ao mundo e deixar transparecer a consciência dos limites da linguagem que funda a distinção entre nome e discurso.

João Barrento

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 1985

Editora: Cotovia

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/9OSMx-0F/Agamben_-_Idia_da_prosa.html


Homo Sacer: O poder soberano e a vida nua

Em nossa época, o corpo biológico do cidadão veio a ocupar uma posição central nos cálculos e estratégias do poder estatal. A política tornou-se biopolítica, e o campo de concentração surge como o verdadeiro paradigma político da modernidade. Agamben em sua investigação traz à luz o vínculo oculto que desde sempre ligou a vida nua, a vida natural não politizada, ao poder soberano. E uma obscura figura do direito romano arcaico será a chave que permitirá uma releitura crítica de toda a nossa tradição política: o homo sacer, um ser humano que podia ser morto por qualquer um impunemente, mas que não devia ser sacrificado segundo as normas prescritas pelo rito.

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 1995

Editora: Editora UFMG

Idioma: Português

Link para download:

http://www.4shared.com/document/72FV8tr7/Agamben_-_Homo_Sacer.html


A amizade

Raffaello Sanzio, Escola de Atenas, c. 1506-1510

Que quer dizer amigo, quando ele se torna personagem conceituai ou condição para o exercício do pensamento? Ou então amante, não seria antes amante? E o amigo não vai reintroduzir, até no pensamento,uma relação vital com o Outro que se tinha acreditado excluir do pensamento puro? Ou então, ainda, não setrata de alguém diferente do amigo ou do amante? Pois se o filósofo é o amigo ou o amante da sabedoria,não é porque ele aspira a ela, nela se empenhando em potência, mais do que a possuindo em ato? O amigoseria, pois, também o pretendente, e aquele de que ele se diria o amigo seria a Coisa que é alvo da pretensão, mas não o terceiro, que se tornaria ao contrário um rival? A amizade comportaria tanto desconfiança competitiva com relação ao rival, quanto tensão amorosa em direção ao objeto do desejo. Quando a amizade se voltasse paraa consciência, os dois amigos seriam como o pretendente e o rival (mas o que os distinguiria?). É sob esteprimeiro traço que a filosofia parece uma coisa grega e coincide com a contribuição das cidades: ter formado sociedades de amigos ou de iguais, mas também ter promovido, entre elas e em cada uma, relações derivalidade, opondo pretendentes em todos os domínios, no amor, nos jogos, nos tribunais, nas magistraturas,na política, e até no pensamento, que não encontraria sua condição somente no amigo, mas no pretendente e no rival (a dialética que Platão define pela amphisbetesis). A rivalidade dos homens livres, um atletismo generalizado: o agôn. É próprio da amizade conciliar a integridade da essência e a rivalidade dos pretendentes.

Gilles Deleuze e Félix Guattari

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 2005

Editora: Sem editora

Idioma: Espanhol

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http://www.4shared.com/document/OY7h0DgB/Agamben_-_A_amizade__Espanhol_.html


O cinema de Guy Debord

Capa da edição norte-americana de A Sociedade do Espetáculo

O meu intuito é o de aqui definir certos aspectos da poética, ou melhor, da técnica composicional de Guy Debord no domínio do cinema. Evito voluntariamente a expressão “obra cinematográfica”, nominação que ele próprio rejeitou e que se pudesse utilizar a seu propósito. “Considerando a história da minha vida, escreveu ele em In girum imus nocte et consumimur igni [1978], não podia fazer aquilo a que se chama uma obra cinematográfica”. De resto, não apenas penso que o conceito de obra não é útil no caso de Debord, como sobretudo me pergunto se hoje, cada vez que se quer analisar aquilo a que se chama de obra, quer seja literária, cinematográfica ou outra, não seria necessário colocar em questão o seu próprio estatuto. Em vez de interrogar a obra enquanto tal, penso que é preciso perguntar que relação existe entre o que se podia fazer e o que foi feito. Uma vez, como estava tentado (e ainda estou) a considerá-lo um filósofo, Debord disse-me: “Não sou um filósofo, sou um estrategista”. Ele viu o seu tempo como uma guerra incessante em que toda a sua vida estava empenhada numa estratégia. É por isso que penso ser preciso interrogar-nos sobre o sentido do cinema nessa estratégia.

Giorgio Agamben

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 1995

Editora: Hoëbeke

Idioma: Português

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Linguagem e Morte: Um seminário sobre o lugar da negatividade

Na tradição filosófica ocidental, o homem representa uma ruptura do continuum natural. Como animal falante, habita a clareira em que se abre toda significação, todo dizer; como mortal, encontra sua dimensão mais autêntica na antecipação de sua própria impossibilidade radical. Questionar o lugar e a estrutura desta negatividade é o ponto de partida para uma compreensão, em toda sua profundidade, da relação essencial estabelecida entre a linguagem e a morte.

Henrico Burigo

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 1985

Editora: Editora UFMG

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/nS8bMPVv/Agamben_-_A_Linguagem_e_a_Mort.html


O rosto

Rosto de mãe West, Salvador Dali, c.1934-1935

O rosto é o ser inevitavelmente exposto do homem e, também, o seu próprio restar escondido nessa abertura. E o rosto é o único lugar da comunidade, a única cidade possível. Isso que, em cada singular, abre ao político, é a tragicomédia da verdade em que ele recai já, sempre, e à qual deve retornar desde o início.

Giorgio Agamben

Autor Giorgio Agamben

Publicação original: 1996

Editora: Bollati Boringhieri

Idioma: Português

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História e Infância

Os seis estudos que compõe este trabalho são variaçōes de temas recorrentes no pensamento de Giorgio Agamben. Um dos principais motes retomados e reelaborados ao longo do livro pode ser resumido na seguinte questão: a experiência é ainda possível para o homem moderno? Tal questionamento pede uma definição do sujeito do conhecimento e leva-nos a acompanhar a evolução desse conceito na cultura ocidental, do pensamento clássico à construção do ego cogito (“eu penso”) cartesiano.  Apoiado nos estudos de Benveniste sobre as pessoas no discurso, Agamben aponta a consistência puramente lingüística desse sujeito. A experiência que está na base dessa investigação torna-se então um experimento com a língua. A questão fundamental agora é: o que significa a expressão “existe linguagem”? o que significa “eu falo”?

Esta indagação dos limites da linguagem (e, portanto, de nosso próprio pensamento) não tem como meta um inefável que a linguagem pressuporia para poder significar, mas é uma experiência da língua em sua auto-referencialidade. Inspirado no projeto benjaminiano de “uma puríssima eliminação do indizível na linguagem”, a aposta de Agamben é que seria possível de indicar o lugar lógico de uma in-fância do homem, de uma dimensão transcendental anterior à palavra. Segundo o autor, esta in-fância situa-se exatamente na fratura que marca irremediavelmente a linguagem humana, que marca a diferença entre língua e discurso.

A língua que separa estas instâncias da palavra reproduz, em outro nível, aquela que divide natureza e cultura. Há um abismo intransponível entre a língua indivisa dos animais e a linguagem humana. Porém, a crença em uma mitológica passagem do Éden a Babel como um evento mais ou menos remoto é insustentável: na realidade, a historicidade do homem tem lugar na ruptura que inaugura a sua linguagem. Se esta não se encontra desde sempre cindida em língua e fala, se o homem fosse sempre falando em sua língua una e nāo decomposta, nāo seria possível encontrar em parte alguma encontrar a descontinuidade e a diferença que permitem a constituição de uma história e um saber humanos.

Henrique Borigo

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 1978

Editora: Editora UFMG

Idioma: Português

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http://www.4shared.com/document/pdkaRo_M/Agamben_-_Histria_e_Infncia.html


Profanações

Profanar não significa abolir e cancelar  separações, mas aprender a  fazer delas um uso novo, a brincar com elas. A sociedade sem classes não é uma sociedade que aboliu e perdeu toda memória das diferenças de classe, mas uma sociedade que soube desativar seus dispositivos, a fim de tornar possível um novo uso, para transformá-las em meios puros.

Giorgio Agamben

Autor: Giorgio Agamben

Publicação original: 2005

Edição: Boitempo

Idioma: Português

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