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Bibliografia Cronológica de Gilles Deleuze

Bibliografia Cronológica de Gilles Deleuze

Em 1968, Deleuze apresenta como tese de doutoramento Diferença e Repetição (Différence et répétition), orientado por Gandillac, na qual critica o conhecimento via representação mental e a ciência derivada desta forma clássica lógica e representativa; e como tese secundária, Spinoza e o problema da expressão (Spinoza et le problème de l’expression) orientado por Alquié.

No mesmo ano, ele conhece Félix Guattari, e este encontro resulta em uma longa e rica, e considerada por muitos controversa, colaboração. Segundo Deleuze: “meu encontro com Félix Guattari mudou muitas coisas. Félix já tinha um longo passado político e de trabalho psiquiátrico.”” Na Universidade de Vincennnes, onde ensinou até 1987, Gilles Deleuze promoveu um número significativo de cursos. Graças a sua esposa, Fanny Deleuze, uma parte importante destas aulas foi transcrita e disponibilizada no sítio de Richard Pinhas (webdeleuze).

Para Deleuze, “a filosofia é criação de conceitos” (O que é a filosofia?), coisa da qual nunca privou-se (máquinas-desejantes, corpo-sem-órgãos, desterritorialização, rizoma, ritornelo etc.), mas também nunca se prendeu a transformá-los em “verdades” a serem reproduzidas. A sua filosofia vai de encontro à psicanálise, nomeadamente a freudiana, que aos seus olhos reduz o desejo ao complexo de édipo (ver O Antiédipo – Capitalismo e Esquizofrenia, escrito com Félix Guattari), a falta de algo. A sua filosofia é considerada como uma filosofia do desejo. Desejo entendido como vontade de potência (aquele que Nietzsche inaugura), como criação de fluxos de vida. Desejo como puro devir. Com a crítica radical do complexo de édipo, Deleuze consagrará uma parte de sua reflexão à esquizofrenia. Segundo ele, o processo esquizofrênico faz experimentar de modo direto as “máquinas-desejantes” e é capaz de criar (e preencher) o “corpo-sem-órgãos”. No entanto, é preciso não confundir Deleuze com um “panfletário da loucura”, é o de problematizar a organização das lógicas vigentes. Na verdade, seu intuito sempre foi o de explorar as suas potencialidades. Em Mil Platôs, Deleuze e Guattari enfatizam a necessidade de extrema prudência nos processos de experimentação. Deleuze sempre advertiu quanto ao perigo de se tornar um “trapo” através de experimentações que inicialmente poderiam ser positivas: “a queda de um processo molecular em um buraco negro” (Diálogos, p. 167).

Deleuze morreu em 4 de novembro de 1995. A sua morte ainda não está bem esclarecida: é disseminada a versão de que o filósofo francês suicidou-se depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro (tumor)terminal. Mas tal fato não pode ser confirmado.

São os organismos que morrem, não a vida.

Idioma: Francês

Link para download:

http://www.4shared.com/document/P1g3Uha7/bibliografia_cronolgica_de_Del.html

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2 Respostas

  1. Parabéns pela retrospectiva cronológica exposta aqui, por sua abrangencia e pontualidade no tratamento dos temas da filosofia deste autor!

    Abraços.

    setembro 30, 2010 às 16:57

    • Sayd, obrigado pelos votos! Com o tempo certo, continuaremos a disponibilizar mais obras de Deleuze e de outros filósofos, que não só escreveram no exercício do pensamento da diferença, mas no exercício do pensamento crítico de suas vidas na história. Estamos caminhando aos poucos, com alegria e satisfação.

      Desejamos que essas linhas de partilha se propaguem e se ampliem, como experiência de uma política da liberdade e não do aprisionamento.

      Abraços e felicidades!

      março 6, 2011 às 14:49

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